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Tuna do Orfeão Universitário do Porto: Anos 60 - I

Datado dos anos 60 temos este single em vinil, que na sua contra-capa nos deixa o seguinte:

"Organizou-se a primeira Tuna Académica do Porto em 1909, sob a direcção de Prazeres e Futuro Barroso, agrupamento que, no decorrer dos anos, viria a ter agitada existência, sujeita a longos interregnos na sua actividade. Dissolvida, reapareceu em 1922 sob a regência do saudoso académico e Tuno Eng. Modesto Osório, cuja morte prematura novamente mergulhou a Tuna no caos e na desorganização. Surge de novo em 1937 com a designação de Tuna Universitária do Porto, sob a batuta do Maestro Afonso Valentim, sendo, no entanto, efémera a sua existência.


Longos anos decorreram até que, em Novembro de 1960, um grupo de Orfeonistas, desejosos de reatar a tradição, organizou um Agrupamento que actuou em todos os Saraus do O.U.P. realizados no ano de 1960-61 sob o nome de Orquestra Tipica (...)"



Fonte: Contra-capa do disco de vinil "Tuna do Orfeão Universitário do Porto"

Tuna Universitária do Porto: Programa do Ano Lectivo 1937 - 1938

Fonte: Biblioteca Municipal do Porto

Tuna Universitária do Porto: Anos 40 e 50 na imprensa

Fonte: Arquivos digitais da U.P.























Os anos 60: Tuna do Orfeão Universitário do Porto

Em 1961 sob a direcção de Belarmino Soares adopta o nome de "Tuna do Orfeão Universitário do Porto". Em 22 de Março de 1962 no Sarau comemorativo do 50º aniversário do O.U.P. a Tuna reune várias gerações no palco do Coliseu do Porto. Participa em variados espectáculos do O.U.P. e nas suas digressões.



Edita em 1962 um E.P. com os temas "Amores de Estudante", "Clavelitos" e "Suite Académica". Alguns anos depois, sob a regência de Nelson Durão grava um segundo E.P., desta vez incluíndo "O Nosso Encontro", "Adeus Corunha" e "Miscelânea".

"No passado ano e a propósito das comemorações do 50º aniversário do Orfeão Académico do Porto e 25º do Orfeão Universitário, foi novamente recordado [Amores de Estudante]. Executado, durante o Sarau realizado no dia 22 de Março no Coliseu do Porto, por uma Tuna constituida por antigos e actuais elementos, constitui um dos mais altos momentos de saudosa evocação e comunhão de sentime…

Os anos 30: Tuna Universitária do Porto

Em 1937, reorganizada pela acção de Tiago Ferreira e Paulo Pombo, toma a designação de Tuna Universitária do Porto, passando a admitir apenas alunos da Universidade do Porto. Sob a orientação do Maestro Afonso Valentim e direcção artística de Mário de Oliveira Delgado, actua numa récita de gala no Teatro Rivoli.

Participa em espectáculos em vários pontos do país e o reportório, para além do "Hino Académico do Porto", é de cariz essencialmente clássico: "Serenata de Bandolins" de Desormes, "Marcha Turca das Ruínas de Atenas" de Beethoven e "Serenata" de Shubert, etc...Aureliano da Fonseca e Paulo Pombo, Orfeonistas, Tunos e membros da famosa Orquestra Universitária de Tangos compõem "Amores de Estudante" e "Nosso Encontro". É nesta data que o Orfeão toma a sua designação actual, "Orfeão Universitário do Porto", e integra naípes femininos, uma inovação. Em 1942 a Tuna e o Grupo de Fados são oficialmente integrados no O…

A Tuna Académica do Porto: Anos 20

Na década de 20 assume a regência Modesto Osório. A Tuna e o Orfeão aglutinam-se sob o nome "Tuna e Orfeão Académico do Porto". Desloca-se à Galiza por diversas vezes, Valladolid, Saragoça, Tarragona, Barcelona, Salamanca e Madrid, onde é recebida por El-Rei de Espanha em 14 de Maio de 1922. Datam desta época as composições de Modesto Osório: "Adeus Corunha", "Porto-Madrid", " A Tua Serenata" e "Alma Portuguesa". Em 1928 sob a direcção musical de Manuel João Alves desloca-se à Madeira e aos Açores.


"A Embaixada da Academia Portuense que chegou a Madrid no dia 14 de Maio de 1922 era esperada pelas autoridades, Ministro de Portugal (Melo Barreto), Consul Geral de Portugal (D. António Solalind), representantes da Universidade Central, da Residência dos Estudantes do Ateneu, das associações dos estudantes, do grupo "Amigos de Portugal" e enorme multidão.

Recebida em audiência no Paço, afirmou-lhe el Rei que o povo espanhol, e …

1913: A Tuna Académica do Porto no jornal " Porto Académico "

" Em Vila Pouca o baile foi no salão da Câmara. As mais lindas raparigas da terra lá vieram trazer-nos os seus sorrisos e a sua graça. E à sua beleza e à suas cativantes maneiras ficaram presos os nossos olhos e gratos os nossos corações de eternos apaixonados.

De madrugada, extenuados, já com duas noites seguidas à vela, o corpo pedia-nos repouso e forçoso se tornou procurarmos uma cama para descansar.
E só conseguimos uma, para quatro ou cinco, onde ficamos como a sardinha na canastra. Ao outro dia, 3 de Junho, logo depois do almoço tomamos o comboio de regresso ao Porto. E coo devido às curvas e contra-curvas do Caminho de Ferro do Vale do Corgo, o balanço do comboio nos dava a impressão de que navegavamos em pleno mar alto, encapelado, a maior parte da "malta" deitou a carga ao mar. Mas eu resisti como um "valente". Eu...e poucos mais. Tinhamo-nos sentado nos degraus da plataforma da carruagem, contemplando o Corgo e o Marão, e a frescura da aragem livrou-no…