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Mensagens

Os anos 60: Tuna do Orfeão Universitário do Porto

Em 1961 sob a direcção de Belarmino Soares adopta o nome de "Tuna do Orfeão Universitário do Porto". Em 22 de Março de 1962 no Sarau comemorativo do 50º aniversário do O.U.P. a Tuna reune várias gerações no palco do Coliseu do Porto. Participa em variados espectáculos do O.U.P. e nas suas digressões.



Edita em 1962 um E.P. com os temas "Amores de Estudante", "Clavelitos" e "Suite Académica". Alguns anos depois, sob a regência de Nelson Durão grava um segundo E.P., desta vez incluíndo "O Nosso Encontro", "Adeus Corunha" e "Miscelânea".

"No passado ano e a propósito das comemorações do 50º aniversário do Orfeão Académico do Porto e 25º do Orfeão Universitário, foi novamente recordado [Amores de Estudante]. Executado, durante o Sarau realizado no dia 22 de Março no Coliseu do Porto, por uma Tuna constituida por antigos e actuais elementos, constitui um dos mais altos momentos de saudosa evocação e comunhão de sentime…

Os anos 30: Tuna Universitária do Porto

Em 1937, reorganizada pela acção de Tiago Ferreira e Paulo Pombo, toma a designação de Tuna Universitária do Porto, passando a admitir apenas alunos da Universidade do Porto. Sob a orientação do Maestro Afonso Valentim e direcção artística de Mário de Oliveira Delgado, actua numa récita de gala no Teatro Rivoli.

Participa em espectáculos em vários pontos do país e o reportório, para além do "Hino Académico do Porto", é de cariz essencialmente clássico: "Serenata de Bandolins" de Desormes, "Marcha Turca das Ruínas de Atenas" de Beethoven e "Serenata" de Shubert, etc...Aureliano da Fonseca e Paulo Pombo, Orfeonistas, Tunos e membros da famosa Orquestra Universitária de Tangos compõem "Amores de Estudante" e "Nosso Encontro". É nesta data que o Orfeão toma a sua designação actual, "Orfeão Universitário do Porto", e integra naípes femininos, uma inovação. Em 1942 a Tuna e o Grupo de Fados são oficialmente integrados no O…

A Tuna Académica do Porto: Anos 20

Na década de 20 assume a regência Modesto Osório. A Tuna e o Orfeão aglutinam-se sob o nome "Tuna e Orfeão Académico do Porto". Desloca-se à Galiza por diversas vezes, Valladolid, Saragoça, Tarragona, Barcelona, Salamanca e Madrid, onde é recebida por El-Rei de Espanha em 14 de Maio de 1922. Datam desta época as composições de Modesto Osório: "Adeus Corunha", "Porto-Madrid", " A Tua Serenata" e "Alma Portuguesa". Em 1928 sob a direcção musical de Manuel João Alves desloca-se à Madeira e aos Açores.


"A Embaixada da Academia Portuense que chegou a Madrid no dia 14 de Maio de 1922 era esperada pelas autoridades, Ministro de Portugal (Melo Barreto), Consul Geral de Portugal (D. António Solalind), representantes da Universidade Central, da Residência dos Estudantes do Ateneu, das associações dos estudantes, do grupo "Amigos de Portugal" e enorme multidão.

Recebida em audiência no Paço, afirmou-lhe el Rei que o povo espanhol, e …

1913: A Tuna Académica do Porto no jornal " Porto Académico "

" Em Vila Pouca o baile foi no salão da Câmara. As mais lindas raparigas da terra lá vieram trazer-nos os seus sorrisos e a sua graça. E à sua beleza e à suas cativantes maneiras ficaram presos os nossos olhos e gratos os nossos corações de eternos apaixonados.

De madrugada, extenuados, já com duas noites seguidas à vela, o corpo pedia-nos repouso e forçoso se tornou procurarmos uma cama para descansar.
E só conseguimos uma, para quatro ou cinco, onde ficamos como a sardinha na canastra. Ao outro dia, 3 de Junho, logo depois do almoço tomamos o comboio de regresso ao Porto. E coo devido às curvas e contra-curvas do Caminho de Ferro do Vale do Corgo, o balanço do comboio nos dava a impressão de que navegavamos em pleno mar alto, encapelado, a maior parte da "malta" deitou a carga ao mar. Mas eu resisti como um "valente". Eu...e poucos mais. Tinhamo-nos sentado nos degraus da plataforma da carruagem, contemplando o Corgo e o Marão, e a frescura da aragem livrou-no…

A Serenata na Academia do Porto

Na cidade do Porto foi hábito frequente realizar serenatas ao longo da segunda metade do século XIX. Guitarristas, cantores, grupos amadores, animavam as ruas do burgo na época estival, com incursões às praias de Espinho, Granja, Leça da Palmeira, Apúlia, e termas das Caldas de Vizela e Pedras Salgadas.

Quando em 7 de Dezembro de 1888 a Estudantina de Coimbra (Tuna) se deslocou ao Palácio de Cristal, uma banda de amadores locais brindou os tunos com uma serenata junto ao Hotel Universal.

O guitarrista, cantor e compositor Reinaldo Varela, nascido em Ponte de Lima no ano de 1867, domiciliou-se na cidade do Porto por volta de 1883, na qualidade de professor de instrumentos de corda, guitarrista e cantor. Aí viveu até cerca de 1900, altura em que passou a residir em Lisboa. Bem relacionado, presença assídua nas praias, termas, teatros e salões, Varela recordava ao periódico “A Canção de Portugal: O Fado”, nº 12, de 18 de Junho de 1916, que nas décadas de 1880 e 1890 se realizavam no Porto …

A Tuna Académica do Porto entre 1864 e 1909

Datam de 1864 as primeiras notícias de um agrupamento deste género no Porto.

Em 1890 a Tuna Académica do Porto, sob a direcção de Raul Laroze Rocha, apresenta-se em Salamanca e Madrid. Mais tarde, no Carnaval de 1897, realiza nova digressão a Espanha, apresentando-se em Santiago de Compostela, sob a regência de Carlos Quilez.

Em 1899, participa nas comemorações do primeiro centenário do nascimento de Almeida Garrett, sob direcção de Henrique Carneiro. Passado um ano, em Janeiro de 1900, a Tuna instala-se na rua dos fogueteiros e da regência encarregam-se, sucessivamente, os maestros Sousa Morais e Costa Carregal. Apresenta-se em Março, perante a Academia do Porto, e efectua vários recitais em Lisboa. Em 1902 visita a Galiza, onde mais tarde tornará, em 1909, já sob a direcção de Prazeres Rodrigues. Entretanto é criado a 6 de Março de 1912 o "Orpheon Académico do Porto". Em 1913 a regência passa para Marcos António da Silva

A 6 de Fevereiro de 1881 é interpretado pela 1ª vez o …

A Tuna no Porto entre 1890 e 1910

É defensável que foi nos anos 80 do século XIX que surgiu, de facto, a Academia do Porto.

Já existiam antes nesta cidade estudantes do que pode chamar-se ensino superior, pelo menos desde a fundação da Real Academia de Marinha e Comércio em 1803. Há mesmo referências desde os meados do século a pensões de estudantes, a cafés ou outros locais frequentados por estudantes, o que indicia que eles já seriam, como seria de esperar, um (sub)grupo social.

Nos anos 80 os académicos portuenses têm iniciativas que mostram uma assunção da ideia de Academia do Porto: o Hino Académico do Porto, com letra de José Leite de Vasconcelos e música de Aires Borges, que parece ter sido estreado em 1881; a Tuna Académica do Porto ; a própria Capa e Batina.

Resulta mais ou menos pacífica a noção de que a 1ª viagem de uma Tuna portuguesa, no caso a Espanha, foi realizada pela Tuna Académica do Porto, sob a direcção então de Raúl Laroze Rocha, que teve por destino Salamanca e Madrid, no ano de 1890 (e não em 1891…