<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210</id><updated>2011-10-12T16:56:34.197+01:00</updated><category term='Livro sobre a Tuna Estudantil'/><category term='imprensa'/><category term='Tuna Cidade Invicta'/><title type='text'>Portvs Cale Tvnae</title><subtitle type='html'>Retrato histórico da Tuna Universitária na Academia do Porto</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-2876204204500675685</id><published>2011-10-11T23:08:00.000+01:00</published><updated>2011-10-11T23:08:53.843+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro sobre a Tuna Estudantil'/><title type='text'>"Qvid Tvnae?"</title><content type='html'>Foi recentemente lançado em antecipação o livro de autor "Qvid Tvnae?", que contem seguramente o mais completo historiar da Tuna na Academia Invicta realizado até hoje, para lá da sua natural abrangência que extravasa - e muito - a tuna na Invicta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tivemos acesso ao mesmo livro e asseguramos a sua pertinência, qualidade e rigor&amp;nbsp;científicos, que mostram à saciedade não somente a rica história da tuna no Porto - desde a de cariz civil até à de cariz universitária - como compila recolhas documentais extremamente interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i87xjFHRl4E/TpS-QxSs0EI/AAAAAAAAAoM/368XNQxLcxk/s1600/Qvid+Facebook.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-i87xjFHRl4E/TpS-QxSs0EI/AAAAAAAAAoM/368XNQxLcxk/s320/Qvid+Facebook.jpg" width="209" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Não sendo este blogue opinativo - e neste momento em particular para a tuna da cidade e Academia do Porto - é este livro uma autêntica "chapada" em alguns que ousam atacar, ignorantemente, a Tuna da Invicta Academia. Resta-me como autor deste blogue - que bastaria o que já aqui está publicado - esperar que alguns saibam pelo menos ler, já nem pedindo sequer que percebam....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve nos escaparates.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-2876204204500675685?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/2876204204500675685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=2876204204500675685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/2876204204500675685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/2876204204500675685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2011/10/qvid-tvnae.html' title='&quot;Qvid Tvnae?&quot;'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i87xjFHRl4E/TpS-QxSs0EI/AAAAAAAAAoM/368XNQxLcxk/s72-c/Qvid+Facebook.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-5802917881014364167</id><published>2011-07-29T12:31:00.001+01:00</published><updated>2011-08-01T21:34:03.000+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tuna Cidade Invicta'/><title type='text'>Sobre a Tuna na Cidade Invicta...</title><content type='html'>Para que não se considere este blog "parado", ficam alguns considerandos que, a seu devido tempo, irão ver aqui a luz de forma mais concreta e objectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão devidamente documentadas - umas mais, outras menos - algumas outras tunas de carácter não universitário mas antes e sim mais popular, na cidade do Porto bem como nos concelhos limítrofes, tunas essas que alinham directamente com o que ocorria, então - entenda-se finais do Século XIX e todo o XX - nas restantes cidades do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa entretanto efectuada possibilitou a recolha de várias peças documentais que provam precisamente esse carácter mais alargado do conceito Tuna, que não se resumiu apenas à vivência estudantil mas antes a outros sectores da vida social portuense. Algumas hemerotecas e outros arquivos vários foram devidamente investigados, cruzando-se informação preciosa e absolutamente clara sobre a Tuna em sentido lato, que são preciosas pérolas que, a seu tempo, serão dadas à estampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Tuna de cariz estudantil haverá pouco mais a dizer e no que se reporta aos finais do Século XIX. Quanto ao de XX mais adiante iremos entretanto, pois ainda há mais informações a desvendar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-5802917881014364167?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/5802917881014364167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=5802917881014364167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/5802917881014364167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/5802917881014364167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2011/07/sobre-tuna-na-cidade-invicta.html' title='Sobre a Tuna na Cidade Invicta...'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-4532334598180589547</id><published>2010-12-25T21:36:00.000Z</published><updated>2010-12-25T21:57:35.826Z</updated><title type='text'>Artigo do blog "Porto Académico"</title><content type='html'>&lt;p&gt;Retira-se na integra e respeitando os devidos créditos de investigação e publicação, este artigo do fantástico blog "&lt;a href="http://portoacademico.blogspot.com/"&gt;Porto Académico&lt;/a&gt;" agradecendo desde já.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fotografias da Tuna Académica do Porto em 1909 (e 1908?)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Em 1909 organizou-se uma Tuna Académica do Porto (ou, consoante o ponto de vista, reorganizou-se a Tuna Académica do Porto) com o objectivo de visitar Santiago de Compostela nas férias do Carnaval (retribuindo uma visita da Tuna de Santiago ao Porto).&lt;br /&gt;Essa Tuna de 1909 é recordada no artigo "Dos tempos que já lá vão", do Eng. A. da Costa Pereira, publicado no Porto Académico, n.º único de 1962, págs. 47 e 50 (com pelo menos uma imprecisão: diz que essa foi a primeira Tuna Académica do Porto, o que está manifestamente errado).&lt;br /&gt;Acompanhando o artigo de Costa Pereira, aparece uma fotografia da Tuna, com fraca qualidade:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZkvUO9mqI/AAAAAAAAAnI/DmAM6g9ftao/s1600/TAP1909d.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 306px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZkvUO9mqI/AAAAAAAAAnI/DmAM6g9ftao/s400/TAP1909d.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554737954456181410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não conheço nenhuma publicação desta fotografia anterior a 1962, mas posteriormente apareceu algumas vezes, suponho que reproduzida do Porto Académico, com a mesma fraca qualidade.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas eis que a fotografia aparece noutra cópia, num dos blogues de José Pacheco Pereira (Ephemera, um tesouro de documentação vária, sobretudo política mas não só), embora mal identificada (a fotografia foi tirada na Corunha e JPP terá lido mal "Coimbra" na inscrição no canto inferior esquerdo):&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZlVLLAPEI/AAAAAAAAAnQ/3DN7hIG0uFk/s1600/copia-de-16-mar-09-fotografia-3-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZlVLLAPEI/AAAAAAAAAnQ/3DN7hIG0uFk/s400/copia-de-16-mar-09-fotografia-3-2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554738604858686530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há bónus: a fotografia aparece num conjunto de Fotografias de grupo (início do século XX) onde se vêem mais três com estudantes (mais precisamente, tunos).&lt;br /&gt;Uma destas foi também tirada na Corunha, e é claramente da Tuna Académica do Porto (junto com alguns locais - estudantes do ensino secundário da Corunha?):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZlwVfXjaI/AAAAAAAAAnY/rWzETyRPOxY/s1600/copia-de-16-mar-09-fotografia-2a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZlwVfXjaI/AAAAAAAAAnY/rWzETyRPOxY/s400/copia-de-16-mar-09-fotografia-2a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554739071484923298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras duas fotografias foram tiradas em Vila Real em 22/4/1908 e, sendo claramente de uma tuna, não é líquido que sejam da Tuna Académica do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZnog1z85I/AAAAAAAAAng/4Q7haLgp62Y/s1600/17-mar-09-fotografia-2-3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZnog1z85I/AAAAAAAAAng/4Q7haLgp62Y/s400/17-mar-09-fotografia-2-3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554741136116151186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZn4oKI5lI/AAAAAAAAAno/xiSI7c3rEnI/s1600/cop-de-16-mar-09-fotografia-2a-3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZn4oKI5lI/AAAAAAAAAno/xiSI7c3rEnI/s400/cop-de-16-mar-09-fotografia-2a-3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554741412958365266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fotógrafo parece ter sido o mesmo (JSantos, embora tenha mudado a sua assinatura) e parece-me ver pelo menos duas caras comuns às quatro fotografias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZoK831IZI/AAAAAAAAAnw/KD1OyK6Mt3U/s1600/cara.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 347px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZoK831IZI/AAAAAAAAAnw/KD1OyK6Mt3U/s400/cara.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554741727756362130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZoXWie0-I/AAAAAAAAAn4/dcsGBqktUoM/s1600/cara2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 325px; height: 131px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZoXWie0-I/AAAAAAAAAn4/dcsGBqktUoM/s400/cara2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554741940804572130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, e apesar das falhas na "nova" cópia da fotografia clássica da Tuna de 1909, esta é uma adição importante para a iconografia académica do Porto (não há muitas imagens da Tuna Académica do Porto, nem sequer de estudantes do Porto de capa e batina, anteriores à República).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Um abraço ao Tiago Laranjeiro, que me chamou a atenção para estas fotografias no Ephemera.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-4532334598180589547?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/4532334598180589547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=4532334598180589547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4532334598180589547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4532334598180589547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2010/12/artigo-do-blog-porto-academico.html' title='Artigo do blog &quot;Porto Académico&quot;'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/TRZkvUO9mqI/AAAAAAAAAnI/DmAM6g9ftao/s72-c/TAP1909d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-6541176598499935882</id><published>2010-07-16T01:10:00.000+01:00</published><updated>2010-07-16T01:19:22.153+01:00</updated><title type='text'>O 1º passeio da Tuna Universitária do Porto - 1937</title><content type='html'>&lt;p&gt;Faço um pequeno &lt;em&gt;rewind&lt;/em&gt; para vos deixar com um documento extremamente importante a nivel histórico, que contem uma série de informações que, devidamente dissecadas, alicerçam alguns pontos de vista também eles altamente pertinentes para a compreensão da génese quer da Tuna no Porto quer até da génese do fenómeno tuneril em Portugal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pese a sua extensão, aconselho leitura atenta bem como as devidas conclusões a retirar do mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;"O primeiro passeio da Tuna Universitária do Porto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;notas coligidas por&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José dos Reis Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:16.0pt;"&gt;15&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Maio 1937&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;O primeiro passeio da Tuna Universitária do Porto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Terminadas as comemorações centenárias da Academia Politécnica e Escola Médico-Cirúrgica do Porto, a Tuna Universitária do Porto pensou realizar um sarau de arte numa das cidades da província com o intuito de criar nos seus componentes a ideia de agregação num tão simpático agrupamento musical, pois pelo facto de ter sido criada para colaborar nas festas dos centenários, não deveria desmantelar-se no final delas, porque prometia ser um laço de união entre os alunos das várias Faculdades e um meio de maior cultura dos mesmos estudantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;A iniciativa ganhou raízes, e decorridos poucos dias já estava assegurada a viagem à linda cidade de Vila Real. O jornal da cidade “O Vilarealense” foi o primeiro a dar o alarme, e no dia 29 de abril de 1937, já publicava a notícia seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Em 15 de maio próximo visita a nossa terra a Tuna Académica da Universidade do Porto. Os simpáticos hóspedes virão em camionetes pelo Marão, onde tencionam demorar umas horas num alegre pic-nic.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;À noite realizam um sarau de gala no Teatro Avenida, revertendo o produto, se o houver, em favor do Hospital da Misericórdia. É madrinha do grupo a professora nossa gentil conterrânea senhora D. Danila Cardona.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Entretanto a troca de correspondência continuava, intensificaram-se os preparativos, faziam-se ensaios e a imprensa da cidade visitada lançava, pelo mesmo jornal, nova notícia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Lançamos na quinta-feira a alvoroçante nova da vinda, a Vila Real, no próximo dia 15, da Tuna Académica da Universidade do Porto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Começaram os preparativos para a recepção, sendo incansável a madrinha senhora D. Danila Cardona, que não tem tido mãos a medir, juntamente com as suas distintas colaboradoras&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Os estudantes, como dissemos, vêm pelo Marão. Na Câmara e no Liceu ser-lhes-hão dadas as boas vindas. Depois a Universidade homenageará o seu antigo aluno Carvalho de Araújo. Às 21 horas e meia, récita de gala no “Avenida”. E, por fim, baile no Clube&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt; &lt;/b&gt;até de madrugada. O Grupo, diz-nos um dos seus Delegados, traz de tudo e para tudo: futuros médicos, para os futuros doentes; futuros farmaceuticos, para os futuros amigos dos xaropes; futuros engenheiros, para os futuros partidários do progresso; futuros matemáticos, para as futuras donas de casa; futuros naturalistas, para as futuras amadoras de hortliças e galinhas; futuros químicos e físicos para o que der e vier, etc.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Boa disposição, apetite, alegria, mocidade e animação. Magnífica música, tangos, fados e guitarradas, solos de harpa e uma comédia (muito boa!), variedades, preços baratos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O dia 15 do corrente vai ficar memorável em Vila Real. O nosso desejo é que os ilustres hóspedes levem a melhor impressão da Prince&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;s&lt;/b&gt;a do Corgo.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Chegado o dia ansiado, efectuou-se a partida no meio da maior alegria. A imprensa do Porto, sempre pronta a servir, manifestou-se. O jornal “O Primeiro de Janeiro” escrevia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Vila Real, a formosa e hospitaleira cidade transmontana, recebe hoje a visita duma embaixada artística dos alunos da Universidade do Porto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Pela primeira vez, após a sua recente reorganização, a Tuna Universitária do Pôrto, sob a direcção do proficiente e distinto”maestro” Afonso Valentim, vai realizar a outra terra um espectáculo – espectáculo com um programa selecto e de responsabilidade – que terá, além da nota artísitica, uma outra que nos agrada salientar: destinar-se o produto líquido da récita ao Hospital de Vila Real. Com a Tuna, segue também o seu corpo cénico, que se apresentou pela primeira vez e sob a direcção do nosso presado colega Ataíde Perry, que para este espectáculo escreveu, propositadamente, uma comédia em um acto e dois quadros, intitulada: “Quem tem capa...”, interpretada por alunos das nossas Faculdades.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A par da alegria e entusiasmo que a excursão desperta entre os estudantes, está a das senhoras da Comissão de Honra de Vila Real, á frente das quais se encontra a senhora D. Danila Cardona, que, assim, iniciará, com a sua assinatura, o “Livro de Honra” das Madrinhas da Tuna.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Vila Real estará hoje, portanto, em festa e orgulhosa da visita da Tuna Universitária do Porto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;A seguir, continua o jornal:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“ A partida tem lugar pelas 7,30 da Praça Parada Leitão, frente à Faculdade de Ciências. Em camioneta seguirão os excursionistas, em número de 60, acompanhados pelos directores artísticos e representantes da Imprensa diária desta cidade.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Amarante será o ponto da primeira paragem, a fim de se almoçar. À chegada a Vila Real, haverá recepção no Govêrno Civil, Câmara Municipal e Liceu, após o que se prestará, junto do respectivo monumento, homenagem a Carvalho de Araújo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;À noite, no Teatro Avenida, realiza-se o espectáculo com a Tuna, comédia “Quem tem capa...”, Orquestra de Tangos, Guitarradas, números cómicos, canções brasileiras e fados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Fará a apresentação da Tuna o distinto professor do liceu de Vila Real, senhor Dr. Santana Dionísio, formado pela extinta Faculdade de Letras do Porto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Em virtude do recente luto do guitarrista de medicina e infatigável presidente da direcção da Tuna, senhor Tiago Ferreira, será orador oficial da embaixada académica o estudante Maldonado Freitas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Após o espectáculo, realiza-se o baile oferecido pelas senhoras da Comissão de Honra, em homenagem aos visitantes e muito especialmente á Direcção da Tuna, constituída pelos académicos: Tiago Ferreira e Reis Gonçalves, bem merecedores de aplausos e elogios.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O que depois da partida se passou, melhor dirá ainda e mais uma vez a imprensa desta cidade. Assim o jornal “O Primeiro de Janeiro” inseria nas suas colunas o seguinte: “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A visita da Tuna Universitária do Porto a Vila Real constituiu para aquele aplaudido agrupamento artístico e portanto para o seu proficiente “maestro” Afonso Valentim, um novo triunfo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Do Porto até à formosa cidade transmontana foram os nossos académicos alvo de grandes manifestações de simpatia, principalmente em Amarante, onde se realizou o almoço.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Após uma paragem no alto do Marão, a fim de se tirarem algumas fotografias, as duas camionetas atacaram a última parte do percuso, entrando em Vila Real pelas 15,30 onde aguardavam a chegada da Tuna Universitária os estudantes do Liceu Camilo Castelo Branco. Palmas, vivas entusiásticas e troca de bandeiras, seguindo-se para a Câmara Municipal, onde o senhor Presidente da Comissão Administrativa, senhor Emídio Roque da Silveira, lhes apresenta, em nome do Município, cumprimentos de boas-vindas dizendo que toda a cidade se sente orgulhosa com aquela visita. O estudante universitário Maldonado Freitas agradece em nome dos seus colegas, tecendo um hino às belezas de Portugal. As manifestações de regozijo continuam. No Liceu, o reitor daquele importante estabelecimento de ensino, senhor Dr. Joaquim Almeida da Costa, recorda com saudade os tempos em que frequentava a Universidade e trazia aos ombros uma capa de estudante, tendo para os visitantes palavras de admiração. Maldonado Freitas aproveitando as palavras do Reitor, coloca-lhe uma capa, ouvindo-se então uma demorada salva de palmas. Fala, por último, o presidente da Academia Vilarealenese, estudante Albano Ribeiro. Novos aplausos e o cortejo dirige-se para o Governo Civil, onde apresentam, também, cumprimentos, os excurcionistas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Vila Real movimenta-se. Em todas as janelas vêem-se agora senhoras que saúdam os estudantes universitários. Frente ao monumento a Carvalho de Araújo, o presidente da Direcção da Tuna, o quintanista de Medicina, senhor Tiago Ferreira, que num espírito de abnegação, embora ferido recentemente por profundo golpe, seguiu para Vila Real em comboio, a fim de não deixar de cumprir a sua missão, evoca a memória do heroico comandante do “Augusto de Castilho” pedindo, como homenagem, um minuto de silêncio. A aluna universditária, senhora D. Alcinda de Souza coloca, então, no pedestal do monumento um lindo ramo de cravos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Terminados os actos oficiais os estudantes visitam os pontos mais belos de Vila Real, animando com a sua presença e alegria as ruas da hospitaleira cidade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Após o jantar, no Teatro Avenida, realizou-se o anunciado espectáculo, que decorreu com brilho e entusiasmo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O senhor Dr. Santana Dionísio, distinto professor do Liceu Camilo Castelo Branco, fez, num belo discurso, a apresentação da Tuna, agradecendo-lhe o estudante Tiago Ferreira que, convém frisar nestas linhas, após este acto, recolheu ao Hotel, não tomando parte, portanto, em qualquer manifestação festiva além das oficiais.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;A tuna foi em todos os seus números aplaudidíssima e o “maestro” Afonso Valentim distinguido com chamadas especiais. O corpo cénico, constituído pelos estudantes D. Maria de Lourdes Melo, D. Alcinda de Souza, D. Maria Luisa Couto, D. Aida de Brito e senhores Albano Costa, José Meireles, Sá Lima, José Rebelo, Fernando Brochado e José Beleza, interpretaram com segurança e correcção, ouvindo no final muitas palmas, a engraçada comédia em 1 acto e 2 quadros “Quem tem capa...”, original do nosso prezado colega Ataíde Perry e por ele escrita propositadamenet para o corpo cénico de que é director artísitico.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;No acto variado a “Orquestra de Tangos” constituiu um sucesso e as “Guitarradas” foram muito aplaudidas assim como, em número de declamação, D. Alcinda de Souza, Albano Mata e José Meireles; Sá Lima em sortes de ilusionismo e Hernâni Oliveira em solo de harpa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Terminado o espectáculo seguiu-se no salão do Clube, o baile oferecido pelas senhoras D. Maria Luísa Guedes, D. Maria Irene Mota Costa, D. Giginha Lameirão, D. Augusta Ruas, e D. Danila Cardona, a gentilíssima Madrinha da Tuna a quem, no espectáculo, foi oferecida uma linda lembrança,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O baile que esteve animadíssimo e foi optimamente servido, acabou depois das 7 da manhã de domingo, servindo ainda de pretexto para que o excelente elemento da Tuna, senhor Mário Delgado, em números de canto e música, fosse aplaudidíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Às 8,30 de anteontem a Tuna Universitária abandonava Vila Real trazendo e deixando inúmeras saudades. Constituiu, portanto, a primeira digressão artísitica da Tuna, um assínalado êxito que muito honrando a nossa Academia, honra também a Universidade do Porto. Para isso, muito concorreram, pela perfeita organização do passeio, os estudantes: Tiago Ferreira, Reis Gonçalves, José Rebelo e Fernando Vilano.&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Também pela pena do distinto jornalista Hugo Rocha, “O Comércio do Porto” afirmava:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“? Quem não sabe o que é uma excursão de estudantes? Às vezes, é isto: uma excursão que começa no princípio e acaba no meio, sem distinguir o fim...Outras vezes, mais raras, tem princípio, meio e fim. Quando é assim, quando vai de fio a pavio, em perfeita regularidade, quando se assemelha a um corpo normal, com cabeça, tronco e membros, há quem a ache banal, há quem sustente que não presta, há quem encolha os ombros, desdenhosamente. É que a incerteza, a aventura, o desconhecimento do que vai acontecer são, ainda, para quem pensa de tal modo, os melhores atributos de uma excursão de estudantes, duma excursão cem por cento académica...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Quando tudo é certo, regrado, natural, quando uma excursão académica se parece com uma excursão de grupo de vinte amigos, aquele espírito aventuroso, despreocupado, fantasista que anima o estudante de raça, experimenta uma desilusão, tanto maior quanto maior haja sido a regularidade, o bom começo, o melhor decurso e o óptimo desfecho da empresa em que participam.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Certa vez, um antigo condiscípulo, estudante inveterado no hábito da boémia que tão poucas abencerragens conta, na actualidade, confessava-nos, amarfanhado pela garra dum sincero pesar: a nossa excursão foi a mais enfadonha possível. Imagina que chegamos, exactamente, como partimos. E, para cúmulo, ainda trouxemos dinheiro no bolso...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Faça-se, porém, justiça a todos, e a todas as excursões. Há excursões académicas que, apesar de toda a sua regularidade, do seu princípio, do seu meio e do seu fim normalissimos, são, ainda, encantadoras, que são dignas, portanto, de evocação saudosa. Está neste acso a excursão da Tuna Universitária do Porto, segunda série da antiga Tuna Académica do Porto e milagre de entusiásmo e de tenacidade dum grupo de estudantes da nossa Universidade e, principalmente, do esforço e da devoção do Maestro Afonso Valentim. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Não assistimos ao princípio nem ao fim. Só nos foi possível assistir a uma parte – a principal aliás – do meio. Isso bastou, todavia, para que nos convencêssemos, se é que não estávamos, de antemão, convencidos, de que se tratava duma excursão académica das tais que começam, decorrem e acabam bem, duma excursão enfim, de tipo normal e sério, exemplarmente sério. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;? É isso razão, porém, para se inferir que, obedecendo aos cânones da regularidade, ela não se destacou pela graça da mocidade, pela vibração do entusiasmo, pelo bulício e pela exuberância da saúde espiritual? De modo nenhum. É mister acentuar, até, que esta excursão, com toda a sua normalidade, com toda a sua seriedade, se distinguiu, extraordinariamente, pela beleza, e grande, colorida e olente flor que não feneceu, ainda, no jardim das tradições estudantis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Contemos, porém, em singelo epítase que não pretende ser reportagem circunstanciada, como decorreu essa excursão académica que teve a meta numa cidade formosa e acolhedora entre as mais formosas e acolhedoras: Vila Real.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Às 9 horas da manhã, nesse sábado primaveril, propício à alegria da mocidade e ao prazer da viagem, a caravana abalou. Dois autocarros apojados de capas negras, de instrumentos músicais, de sadia despreocupação. Fala-se de tudo – do tempo, da guerra espanhola, da coroação dos soberanos britânicos, dos passados, presentes futuros amores, da beleza da paisagem, das curvas da estrada, desagradáveis para quem é atreito ao enjôo, da festa desse dia, dos olhares femininos que, perturbantemente, se vão fixar sobre as capas e batinas e fitas da estudantada – menos da proximidade dos exames, da ferocidade dos lentes e do peso dos chumbos...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois, em Amarante, com o Tâmega a lembrar tropos aquilinos de António Cândido, alexandrinos brumosos de Teixeira de Pascoais, o almoço faz aumentar a vibração ansiosa do entusiasmo, fazendo diminuir a vibração ansiosa das paredes gástricas, exarcebada pela viagem e pelo ar puro, o melhor dos aperitivos...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Às 3 horas e meia da tarde, transposta a serra, a meia centena de estudantes, instalada nos cómodos estofos das duas viaturas, entram, triunfalmente, na capital da província de Trás-os-Montes e Alto-Douro. O Sol, com sua cornucópia ubérrima, derramava ouro líquido sobre a bela terra transmontana. O público, parado nos passeios, sorria para os excursionistas. E os excursionistas, das janelas e portinholas dos autocarros, sorriam para o público. Ora, este intercâmbio de sorrisos é promitente duma excelente recepção. Assim aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;A primeira visita oficial foi aos Paços do Concelho. O presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila Real, senhor Dr. Roque da Silveira, saúdou os excursionistas, afirmando-lhes que a cidade de Vila Real se sentia honrada com a visita da Tuna Universitária do Porto, conjunto artístico que já provara a sua elevada categoria sob a regência do maestro ilustre que é Afonso Valentim.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Maldonado de Freitas, um rapaz de pequeno corpo e alma grande que é finalista do curso de Farmácia e não tem papas na língua, quando é preciso dizer o que sente e o que pensa, proferiu o discurso protocolar de agaradecimento, declarando, com fogo nas palavras, que os componentes da Tuna Universitária do Porto se sentiam em Vila Real como nas suas próprias casas. E não se esqueceu de acentuar que aquela excursão de estudantes à cidade do marinheiro heróico e glorioso que se chamava Carvalho de Araújo tinha, a par do artísitico, o significado fraternal, pois poderia contribuir para o estreitamento das relações entre o Porto e Vila Real que, por sôbre o Marão, deveriam fraternalmente, abraçar-se. Houve palmas. As capas agitaram-se, como asas negras de águias gigantescas, após o vôo sobre a serra &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;v&lt;/b&gt;asta...E, dali, toda a estudantada seguiu para o Liceu. Grupo compacto, a preto e branco, monotonia de cores alterada, graciosamente, pela meia dúzia de vestidos das estudantes, que integradas no corpo único da Tuna, tomaram parte na excursão, todos os olhos o fitavam, curiosa, amável, acolhedoramente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O reitor daquele estabelecimento de ensino, senhor dr. Almeida e Costa, proferiu o discurso de saudação, afectuoso e brilhante. Maldonando de Freitas, uma vez mais, respondeu, em nome da Tuna, falando do intercâmbio intelectual a que aquela embaixada universitária portuense se propunha também.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Como presidente da academia vilarealense, o estudante Albano Ribeiro associou-se, com palavras timbradas pela emoção, àquele acto de homenagem, no primeiro estabelecimento de ensino de Vila Real, aos membros da Tuna Universitária do Porto. Reboaram, também, estrepitosas e prolongadas, as palmas de visitantes e visitados. E a falange estuante dos tunos portuenses saíu do Liceu, encaminhando-se para o Governo Civil.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O chefe do distrito, senhor tenente Assis Gonçalves, estava ausente. Foi o seu secretário quem recebeu a embaixada e agradeceu os cumprimentos que ela levava ao representante do Governo na sede do distrito.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Não estavam findas, porém, as solenidades da chegada. Junto do monumento a Carvalho de Araújo, um poema épico lavrado em granito e bronze, os excursionistas detiveram-se. Um instante de recolhimento espiritual. E o quintanista de medicina Tiago Ferreira, de luto pesado –seu pai morrera, poucos dias antes -, improvisou uma saudação emocionada à memória do comandante do “Augusto de Castilho”, pedindo que, para melhor ser evocada, os seus companheiros se conservassem, um minuto , em votivo silêncio . E foi impressionante a cerimónia, naquela avenida que a estátua do herói domina, o braço estendido, o olhar a direito, a atitude enérgica do comando – do comando supremo, do supremo sacrifício pela honra de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Uma estudante universitária, D. Alcinda de Souza, pousou um ramo de cravos no soco do monumento. Era a oferta da mocidade académica, uma oferta simbólica, porque os cravos valem como um emblema da mocidade...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;A embaixada académica segue para o Clube, o alfobre da melhor sociedade de Vila Real. As mais lindas raparigas da cidade recebem, ali, os excursionistas. D. Danila Cardona, a madrinha da Tuna Universitária do Porto, preside, pela sua qualidade venerável, à solenidade que se traduz num delicioso ”Porto de Honra”, devidamente honrado. E Maldonado de Freitas, em meia dúzia de palavras chamejantes – tanta beleza e tanta graça femininas haviam ateado as chamas da sua emoção – agradece aquela recepção que passava de palavras para transcender ao supra-sumo da doçaria regional e do melhor vinho da orbe.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois, rapazes e raparigas da excursão espalharam-se pela cidade, visitando o que, em Vila Real, é digno de visita, - ou, antes, uma pequena parte, porque para visitarem tudo, não lhes chegava um dia inteiro, quanto mais um fim de tarde. E foi a concluirem essas visitas de carácter turístico que os fomos encontrar, quando, por volta&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt; &lt;/b&gt;das 19 horas e meia, o automóvel que nos conduzia, mais a Afonso Valentim e sua esposa, parou em frente da porta do hotel e dele passaram para a sala de jantar os nossos corpos derreados, sem tempo nem vontade para digressões citadinas... Uma substancialíssima sopa de legumes, único alimento consentido pela má digestão dum almoço nupcial, restaurou as energias dos recem-chegados e permitiu a Afonso Valentim aquela firmeza na batuta, imprescindível a uma regência perfeita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O Teatro Avenida, que não envergonha Vila Real, não se encheu. Verificamos mesmo, com natural desgosto, que o público local não correspondeu, como era lícito esperar, à iniciativa da Tuna Universitária do Porto, tratando-se, como se tratava, duma récita de gala e, sobretudo, de beneficência&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Todavia, é mister reconhecer que, entre as centenas de pessoas que se viam naquela casa de espectáculos, figuravam algumas das melhores famílias de Vila Real. Certo, o escol da cidade estava ali. E estavam ali, guarnecendo os camarotes, num dos quais se via o governador civil do distrito, as mais lindas senhoras da capital da província. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Capas negras e pastas artísticas com as fitas representativas das quatro Faculdades da Universidade do Porto ornavam o friso dos camarotes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Formada a Tuna, com Afonso Valentim à frente, o senhor Dr. Santana Dionísio, professor do liceu local, escritor e conferencista distintíssimo, adiantou-se, capa negra pelos ombros, para proferir o discurso de apresentação. Voz calma e grave, começou:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“Alguns estudantes da Universidade do Porto decidiram vir até nós trazer um pouco da expressão da sua mocidade, da sua alegria, dos seus dons artísticos. Invocando o nosso passado de estudante da mesma Universidade, quiseram algumas senhoras incumbir-nos de vo-los apresentar. É o que vamos fazer da maneira mais breve.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;E acrescenta:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“ Tendo reflectido um instante sobre o que deveria resultar de espiritualmente proveitoso desta apresentação – pois, por princípio, detestamos as tarefas e situações puramente decorativas – achamos que, por um lado, tratando-se de um sarau musical, no qual vai ouvir-se um pouco de Beethoven, de Schubert, de Grieg, o melhor que deveríamos fazer, nesta circunstância, seria dizer alguma coisa sobre a arte que será o tema fundamental deste serão, tentando exprimir algumas sugestões sobre o que será a música, qual a sua origem, qual a razão, enfim, da misteriosa necessidade que dela existe, e existirá sempre, na alma humana. Por outro lado, devendo dar diante dos moços visitantes alguma prova de que não só temos em estimação a arte que cultivam mas ainda que não desconhecemos as origens da sua agremiação, e o espírito que a anima, afigurou-se-nos que o melhor tributo de simpatia que, em nome de Vila Real, poderíamos prestar aos seus hóspedes desta noite, seria o evocar diante deles uma das figuras que mais grata deve ser às suas memórias – a do organizador e regente da Tuna Académica do Porto da última geração escolar dessa cidade, Modesto Osório.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Falou, depois, da música, definindo-a segundo o pensamento do filósofo dos Sonetos: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“- Na sua opinião os povos antigos não tiveram da música senão os seus elementos: o ritmo e a melodia. Foi com a inquietação do homem moderno, de educação sentimental, melancólico, revoltado, versátil, que a música teria aparecido. Antero acreditava, porém, que esta inquietação era uma doença transitória do homem; com o tempo o seu espírito pacificar-se-ia pela razão, pela vigilância crítica, pelo conhecimento progressivo e lúcido das coisas. Que seria então da música? No parecer do grande poeta filósofo, à medida que o homem fosse caminhando no sentido dessa racionalização, a música iria sendo abandonada, até desaparecer um dia. A sua arte estava ligada à existência do homem, veemente, inquieto, perturbado por entusiasmos fugazes, quebrantos, golpes de melancolia. No dia em que sobre a terra o homem se curasse pelo pensamento desse humorismo, a música tinha finda a sua missão: deixaria de existir.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois de analisar o conceito anteriano, o senhor Dr. Santana Dionísio acrescentou:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“-Na verdade a música é a mais perene e humana das artes. Se ela é ou não eterna, não é legítimo afirmá-lo. O que pode assegurar-se é que ela só desaparecerá com o último homem. Onde está a alma humana estão a esperança e a desesperança indefinidas, está a reminiscência de não se saber o quê, está o devaneio e o sonho. Qual a voz para exprimir as causas desses indeterminados estados de alma? Esses anseios sem objectivo? Esses inefáveis anelos do nosso espírito? Todas as Artes nasceram para o tentar dizer. Mas verdadeiramente só a Música levou ao extremo da veemência e ao mesmo tempo da discrição essa aspiração de entendimento essencial e comunicação essencial do mundo e de nós próprios. A música é uma espécie de brisa, ou antes, um misto de vento e claridade, que abre no nevoeiro do insondável abismo que é o Universo, fundas clareiras através dos quais, em certos instantes fugitivos e supremos, parece antever-se a sua mais recôndita essencialidade. Como é que o homem poderá prescindir algum dia dela?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ao contrário de Antero, o que é verosímil prever é que o homem quanto mais conscializado for, mais profundamente necessitado será da música.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;E, depois de uma enternecida referência a Modesto Osório, que fundou e dirigiu a antiga Tuna Académica do Porto, o senhor dr. Santana Dionísio rematou o seu brilhante discurso, focando, ainda, a personalidade do artista de quem foi amigo e com quem privou:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;“-Seja como fôr, o que nós queríamos nesta ocasião sugerir é que é pela invisivél influência desse obscuro estudante e artista que por ventura devemos o prazer íntinmo de receber esta visita dos estudantes do Porto, aos quais desejo, em nome de todos os que vão escutá-los, apresentar as expressões mais cordiais de boas vindas.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O talentoso professor saudou, também, o maestro Afonso Valentim, o obreiro daquele milagre artístico do renascimento da Tuna Universitária do Porto, afirmando-lhe a sua admiração sincera. Recebeu muitos e merecidos aplausos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Tiago Ferreira, em nome da Tuna, falou, em seguida. Discurso sem pretensões oratórias, em tom de conversa e, por vezes, de desabafo. Aludindo aos esforços envidados para que aquela excursão se efectuasse, o distinto estudante manifestou o seu reconhecimento para com quantos tinham contribuído, por qualquer modo, para a realização daquele sarau. Historiou os prolegómenos da organização da Tuna, rendeu entusiástica homenagem a Afonso Valentim e descreveu diligências efecuadas para que aquela jornada se efectuasse. Foi também muito aplaudido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Com todo o público de pé, os tunos, de pé também, tocaram o Hino Académico, do dr. Aires Borges, que provocou as primeiras palmas entusiásticas e vibrantes. E, sucessivamente, com notável afinação e homogeneidade instrumental, executaram “Serenade de Mandolines”, de Desormes, “Momento musical”, de Schubert, e “Alma portuguesa”, de Modesto Osório. Afonso Valentim e os seus instrumentistas, cuja apresentação confirmou, em absoluto, o êxito obtido nas récitas estudantis comemorativas do I Centenário da Academia Politécnica e da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, foram distinguidos com aplausos carinhosos, demorados, insistentes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Intervalo. E o pano, de novo, sobe para a representação da comédia “Quem tem capa...”, que Ataíde Perry, nosso distinto colega da Imprensa, escreveu, expressamente, para aquele sarau e que os estudantes José Meireles, Maria de Lourdes Melo, Alcinda de Souza, Maria Luiza Costa, Albano Costa, João Sá Lima, Fernando Brochado, José Rebelo e Aida Brito interpretaram, com muito acerto, observando o sentido cómico em que o autor a orientou. O público gostou da comédia e gostou da actuação dos vários personagens. Rir a fartar. E não regateou aplausos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O acto de variedades agradou, também, sem reservas. A Orquestra Universitária de Tangos, que tanto se notabilizou no Teatro Rivoli, foi forçada a repetir os seus dois números. A cadência e a sentimentalidade dos tangos impressionaram o público, que se deixou embalar por aquelas melodias lânguidas e dolentes...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;As guitarradas e os fados foram o complemento desse embalo sentimental, sobretudo as primeiras, a cargo de autênticos “virtuoses” do mais sentimental de todos os instrumentos musicais, aquele que, como cantava Hilário, tem a forma de um coração...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois, Alcinda de Sousa, Albano Costa e José Meireles divertiram o público com recitativos de feição cómica, já para fazer rir, já para fazer sorrir. Hernani de Oliveira, filho da conhecida e conceituada professora de harpa senhora D. Juliana Falconieri de Oliveira, apresentou-se, a seguir, como harpista de real talento, que é. Uma composição de &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Hasselmans&lt;/b&gt; e uma, deveras graciosa, de sua própria autoria. Aplausos significativos. E João Sá Lima, actor, ilusionista, declamador, o mais completo dos membros do corpo cénico da Tuna Universitária do Porto, mostrou ao público as suas habilidades, habilidades que, um dia, se a formatura – longe vá o agoiro! – não lhe proporcionar uma carreira próspera e feliz, o podem, com todas as probabilidades de êxito, levar, definitivamente, ao palco. Eis o melhor elogio que lhe podemos e devemos consagrar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;A última parte da récita foi preenchida pela Tuna, que tocou, do mesmo modo admirável, ”Marcha Turca” de “As ruínas de Atenas”, de Beethoven, “La mort d’Aase”, de Grieg, “Serenata”, de Schubert, e “Adios Coruña”, de Modesto Osório. Mário Delgado, violinista de talento, tocou, com inexcedível mimo, os solos. Foi, justamente, distinguido com fortes aplausos. É um artista que, onde quer que se apresente, se impõe. D. Danila Cardona, a madrinha da Tuna, no princípio do sarau, foi ao palco, colocando na bandeira daquele agrupamento artístico um formoso laço. O acto, como é óbvio, foi carinhosamente, aplaudido.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Do Teatro Avenida – era cerca da uma hora e meia da madrugada – os membros da Tuna Universitária do Porto e quem os acompanhava passaram para o Clube, refulgente, já, de luzes, de vestidos, de peitilhos engomados, de jóias. A melhor sociedade vilarealense estava, ali, representada pelas mais lindas e elegantes raparigas da cidade. Era aquele o remate brilhante da recepção brilhante dispensada por Vila Real aos seus hóspedes académicos. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Um grupo de distintas vilarealenses, as senhoras D. Maria Luiza Guedes, D. Maria Luiza Costa Lobo, D. Maria Irene Mota Costa, D. Giginha Lameirão, D. Maria Augusta Ruas e D. Danila Cardona, a madrinha da Tuna, promoveu e organizou este baile que se assinalou por uma animação invulgar. Uma boa orquestra exibindo um programa consideravelmente moderno, manteve ao rubro o entusiasmo dos pares, fazendo-os rodopiar no soalho envernizado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;José Moreira, que nos conduziu no seu automóvel, às 7 horas da manhã, para Lamego, afirmava-nos que, no seu tempo de académico - e foi um dos mais irrequietos, irreverentes e engraçados estudantes da geração anterior – a estudantada se divertia mais e melhor...Apesar da opinião exigente de José Moreira, secundado, aliás, por muita gente, o baile foi dos mais animados e dos mais brilhantes a que, na província, teria assistido. D. Maria Luiza Guedes, a mais azougada e alegre das vilarealenses, bastava, por si só, para que o baile fosse, como foi, um prodígio de animação e brilho. O seu encanto comunicativo revolucionou os salões, fazendo dizer a um dos mais endiabrados rapazes da Tuna:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Eis a última encarnação de Miss Diabo capaz de transformar num paraíso este inferno de fox-trots, de maxixes, de one-steps, de rumbas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O copo-de-água, servido a meio do baile, foi o triunfo pleno da doçaria regional. O tuno Sá Lima afirmava a quem o quisesse ouvir que a melhor das suas proezas de prestidigitador era devorar dois pastéis daqueles que coloriam as travessas enquanto qualquer outra pessoa só conseguia mastigar um.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Quase&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt; &lt;/b&gt;às 7 horas da manhã, quando a orquestra gemia o derradeiro tango, havia quem invectivasse o sol, porque este viera lembrar a todos que era tempo de acabar o baile.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Tiago Gonçalves Ferreira, José Reis Gonçalves, Fernando Vilano e José Rebelo foram os membros da Tuna Universitária do Porto cuja devoção e cuja actividade mais concorreram para o êxito da jornada! Honra lhes seja!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Programa geral do espectáculo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Teatro Avenida&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;15 de Maio de 1937, ás 9,30&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Sarau promovido pela Tuna Universitária do Porto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Programa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;I parte&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;a) Discurso de apresentação &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:2"&gt;                  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;        &lt;/span&gt;pelo distinto professor Dr. Santana Dinísio &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:18.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Saudação &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:171.0pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;pelo presidente da Tuna Dr. Tiago Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;b) Hino Académico ....&lt;span style="mso-tab-count:6"&gt;                                                  &lt;/span&gt;Dr. Aires Borges&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;1) Serenade de Mandolines...&lt;span style="mso-tab-count:5"&gt;                                      &lt;/span&gt;Desormes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;2) Momento Musical...&lt;span style="mso-tab-count:6"&gt;                                                  &lt;/span&gt;Schubert&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;3) Alma portuguesa...&lt;span style="mso-tab-count:6"&gt;                                                   &lt;/span&gt;Modesto Osório&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;II parte&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Quem tem capa...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Comédia em 1 acto e 2 quadros, original de Ataíde Perry.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Distribuição (por ordem de entrada)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Mário Canavezes &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:6"&gt;                                                        &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;José Meireles&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;D. Eufrázia Hermengarda Liberdade da Costa&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;    &lt;/span&gt;Maria Lourdes Melo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Madalena Caldas&lt;span style="mso-tab-count: 7"&gt;                                                          &lt;/span&gt;Alcinda Souza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Fernanda Palha&lt;span style="mso-tab-count: 6"&gt;                                                  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;Maria Luiza Costa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Rosa, criada&lt;span style="mso-tab-count: 7"&gt;                                                                 &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Álvaro Costa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Paulo Capucho&lt;span style="mso-tab-count: 6"&gt;                                                   &lt;/span&gt; &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;João Sá Lima&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Alegria&lt;span style="mso-tab-count:7"&gt;                                                                &lt;/span&gt; Fernando Brochado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Aleixo Baguinho&lt;span style="mso-tab-count: 6"&gt;                                                 &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;José Carmo Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Aurora Capa&lt;span style="mso-tab-count: 8"&gt;                                                                          &lt;/span&gt;Aida Brito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;A acção passa-se no Porto. Actualidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Fados. Canções. Guitarradas. Orquestra Universitária de Tangos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Solos de Harpa, Monólogo, Ilusionismo etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;III parte&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;1) Marcha Turca de ”As Ruínas de Atenas”...&lt;span style="mso-tab-count:3"&gt;                         &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="'font-family:"&gt;Beethoven&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="'font-family:"&gt;2) La mort d’Aase...&lt;span style="mso-tab-count:8"&gt;                                                                         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Grieg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;3) Serenata...&lt;span style="mso-tab-count: 7"&gt;                                                               &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;Schubert&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;4) Adiós Coruña…&lt;span style="mso-tab-count: 6"&gt;                                                        &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Modesto Osório&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Lista geral dos estudantes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;a) Pessoas que acompanharam a Tuna:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Afonso Valentim e esposa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Ataíde Perry e esposa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Hugo Rocha e mãe de uma aluna&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;b) Estudantes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;1) Tunos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Mário Delgado – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Eugénio Pais Cardoso – violiono&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Alfredo António Pina – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Rolando Costa – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Carlos Pinto Rodrigues – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Jorge Pereira M. Conceição – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Manuel Soares da Costa – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Elísio Santos Coelho – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Francisco Couceiro – violoino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Fernando Vilano – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José Reis Gonçalves – bandolim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Tiago Ferreira – violino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Hildilberto Osório Valdoleiros – bandolim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Angelo Vieira Araujo – bandolim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Ernesto A. Almeida Freire – bandolim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Joaquim Pereira Biscaia – bandolim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;António da Silva &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Freitas – bandolim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Hernani Oliveira – harpa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Paulo Pombo – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Américo Volta – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Francisco C. Caldeira – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Albano M. da Costa – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;António Carvalho Guerra – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Manuel A. Malafaia – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Francisco A. Malafaia – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Manuel Silva conde – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;António Vieira Souza – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;António Correia de Melo – violão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José Carmo Rebelo – flauta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Alfredo Dias Ferreira – violoncelo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;António A. Souza Taveira – triangulo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;2) Grupo cénico e variedades&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Maria de Lourdes N. R.Melo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Alcinda Conceição F. M. Souza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Aida Melo de Brito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Maria Luiza Dias Costa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José da Silva Meireles&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;João Alexandre Sá Lima&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José Alves Rocha Beleza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Lourival Ferreira Vilela&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Fernando Brochado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Artur Vale de Serra – guitarra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Artur Maldonado Freitas – orador&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José V. G. Sá Teixeira- piano&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;João Costa – piano&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;3) Adjuntos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Maria Amélia de Castro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Jorge Delgado de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Nuno Braga Brandão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Elísio Ferreira da Silva&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;4)Alunos que também acompanharam os tunos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;José Frederico Cepêda Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Manuel Antunes Tôrres&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Francisco J. Aguiar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Orlando E. Vale Almeida e Souza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Alberto Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;Manuel Rodrigues de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;Nota&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;      &lt;/span&gt;O texto que agora se apresenta foi transcrito de um pequeno bloco de notas intitulado O PRIMEIRO PASSEIO DA TUNA UNIVERSITÁRIA DO PORTO e oferecido pelo seu autor, o antigo tuno José dos Reis Gonçalves, em data imprecisa, à Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto. É constituído por seis pequenos cadernos - obtidos a partir da sobreposição de quartos de folha de papel costaneira -&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;cosidos uns aos outros, revestidos por uma capa colada do mesmo tipo de material. Com um total de 112 páginas, só 109 e a capa se encontram manuscritas a tinta azul .&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;      &lt;/span&gt;A transcrição está conforme o manuscrito de José&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;dos Reis Gonçalves, realizado com base nas reportagens sobre o passeio da Tuna a Vila Real, em 1937, publicadas em O Primeiro de Janeiro, O Comércio do Porto e O Vilarealense, tendo-se apenas actualizado a ortografia usada nos referidos artigos de jornalísticos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:279.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;António Huet Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:279.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;AAOUP&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:279.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;Dezembro de 200&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:9.0pt;"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-6541176598499935882?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/6541176598499935882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=6541176598499935882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/6541176598499935882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/6541176598499935882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2010/07/o-1-passeio-da-tuna-universitaria-do.html' title='O 1º passeio da Tuna Universitária do Porto - 1937'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-5851657295758232223</id><published>2010-07-09T20:56:00.000+01:00</published><updated>2010-07-09T21:23:47.186+01:00</updated><title type='text'>Tuna do Orfeão Universitário do Porto: Anos 60 - II</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em 1961 sob a direcção de Belarmino Soares, adopta o nome de "Tuna do Orfeão Universitário do Porto". Em 22 de Março de 1962 no Sarau comemorativo do 50º Aniversário do O.U.P. a Tuna reúne várias gerações no palco do Coliseu do Porto. Participa nos variados espectáculos do O.U.P. e nas suas digressões.Edita em 1962 um EP com os temas: "Amores de Estudante", "Clavelitos" e "Suite Académica". Alguns anos depois, sob a regência de Nelson Durão grava um 2º EP, desta vez incluíndo "O Nosso Encontro", "Adeus Corunha" e "Miscelânea".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"&lt;em&gt;Corria o ano da Graça Orfeonico de 1959/60, 48º das duas calendas...até os caloiros, na sua néscia inocência saboreavam a sombra inebriante da recente e gloriosa digressão a Moçambique (a primeira)..e eís que um Doutor, mais atento às manifestações zoológicas, captou as emanações insípidas irradiadas por um recém adquirido caloiro, de olhar em jeito de semifusa vagueando, hesitante, entre claves. Com a sua afinada mestria de domador experiente limpou-o da ganga dissonante que o revestia, deu-lhe o lustro devido nas  partes mais necessitadas e marinou-o, com engenho e arte, num banho das melhores essências vínicas, em doses económicas. Após esta laboriosa tarefa preparatória, o Doutor Vaz, exímio na retórica,  conseguiu convencer os seus cépticos pares de que tal caloiro - que respondia ao   nome de Belarmino - preenchia as condições semínimas para justificar o risco de um investimento, ainda que inseguro. E vai de aventurar-se na constituição de uma Orquestra Típica, belarmínica e pacientemente construída. Bom investimento foi esse! A orquestra nasceu, cresceu e fortificou até que, na noite de 22 de Março de 1962, enriquecida com o contributo de Tunos gerontes de 1912, 1922 e 1937, explodiu no palco do Coliseu do Porto, encerrando o Sarau comemorativo do cinquentenário do O.U.P. e, assim, conquistando a legitimidade de, para todo o sempre, usar o título de Tuna e, tocando e cantando, espalhar por toda a parte, "urbi et orbi", a perenidade dos Amores de Estudante."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bernardo Teixeira Coelho&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte:Contra-Capa do CD "Um Percurso"&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-5851657295758232223?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/5851657295758232223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=5851657295758232223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/5851657295758232223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/5851657295758232223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2010/07/tuna-do-orfeao-universitario-do-porto.html' title='Tuna do Orfeão Universitário do Porto: Anos 60 - II'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-9199364503651372687</id><published>2010-03-10T20:52:00.001Z</published><updated>2010-07-09T21:25:11.604+01:00</updated><title type='text'>Tuna do Orfeão Universitário do Porto: Anos 60 - I</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S5gIsC7fYDI/AAAAAAAAAjc/1xV5PORvjqE/s1600-h/contra_capa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447113302098272306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S5gIsC7fYDI/AAAAAAAAAjc/1xV5PORvjqE/s320/contra_capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S5gInyDGV_I/AAAAAAAAAjU/ogXhCdXarFU/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447113228847306738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S5gInyDGV_I/AAAAAAAAAjU/ogXhCdXarFU/s320/capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Datado dos anos 60 temos este &lt;em&gt;single&lt;/em&gt; em vinil, que na sua contra-capa nos deixa o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"&lt;em&gt;Organizou-se a primeira Tuna Académica do Porto em 1909, sob a direcção de Prazeres e Futuro Barroso, agrupamento que, no decorrer dos anos, viria a ter agitada existência, sujeita a longos interregnos na sua actividade. Dissolvida, reapareceu em 1922 sob a regência do saudoso académico e Tuno Eng. Modesto Osório, cuja morte prematura novamente mergulhou a Tuna no caos e na desorganização. Surge de novo em 1937 com a designação de Tuna Universitária do Porto, sob a batuta do Maestro Afonso Valentim, sendo, no entanto, efémera a sua existência.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Longos anos decorreram até que, em Novembro de 1960, um grupo de Orfeonistas, desejosos de reatar a tradição, organizou um Agrupamento que actuou em todos os Saraus do O.U.P. realizados no ano de 1960-61 sob o nome de Orquestra Tipica (...)"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fonte: Contra-capa do disco de vinil "Tuna do Orfeão Universitário do Porto" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-9199364503651372687?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/9199364503651372687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=9199364503651372687' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/9199364503651372687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/9199364503651372687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2010/03/tuna-do-orfeao-universitario-do-porto.html' title='Tuna do Orfeão Universitário do Porto: Anos 60 - I'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S5gIsC7fYDI/AAAAAAAAAjc/1xV5PORvjqE/s72-c/contra_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-3835838390812871388</id><published>2010-01-04T22:29:00.001Z</published><updated>2010-01-25T19:08:48.336Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><title type='text'>Tuna Universitária do Porto: Programa do Ano Lectivo 1937 - 1938</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JsFnOpBRI/AAAAAAAAAis/StPgQ2IJD4g/s1600-h/TUP_1937-38_a.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 209px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423015744993035538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JsFnOpBRI/AAAAAAAAAis/StPgQ2IJD4g/s320/TUP_1937-38_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0Jsl3sIQyI/AAAAAAAAAi8/cCJa4CdsXEY/s1600-h/TUP_1937-38_c.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423016299167499042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0Jsl3sIQyI/AAAAAAAAAi8/cCJa4CdsXEY/s320/TUP_1937-38_c.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JsT9TeqcI/AAAAAAAAAi0/hEXW7hrpf0w/s1600-h/TUP_1937-38_b.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423015991437076930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JsT9TeqcI/AAAAAAAAAi0/hEXW7hrpf0w/s320/TUP_1937-38_b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0Jsw36Hg5I/AAAAAAAAAjE/8ecNd3HEH14/s1600-h/TUP_1937-38_d.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423016488204731282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0Jsw36Hg5I/AAAAAAAAAjE/8ecNd3HEH14/s320/TUP_1937-38_d.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JtG92CQ-I/AAAAAAAAAjM/z5UTCnCkV5I/s1600-h/TUP_1937-38_e.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423016867755344866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JtG92CQ-I/AAAAAAAAAjM/z5UTCnCkV5I/s320/TUP_1937-38_e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Biblioteca Municipal do Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-3835838390812871388?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/3835838390812871388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=3835838390812871388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/3835838390812871388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/3835838390812871388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2010/01/tuna-universitaria-do-porto-programa-do.html' title='Tuna Universitária do Porto: Programa do Ano Lectivo 1937 - 1938'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/S0JsFnOpBRI/AAAAAAAAAis/StPgQ2IJD4g/s72-c/TUP_1937-38_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-4377902307526940737</id><published>2009-09-17T23:20:00.000+01:00</published><updated>2009-09-17T23:47:08.753+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><title type='text'>Tuna Universitária do Porto: Anos 40 e 50 na imprensa</title><content type='html'>Fonte: Arquivos digitais da U.P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK68D1FaOI/AAAAAAAAAiI/mtDhZRBQSlk/s1600-h/AN3-N215a-P166+Tuna.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382570045644040418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK68D1FaOI/AAAAAAAAAiI/mtDhZRBQSlk/s320/AN3-N215a-P166+Tuna.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK3KPc-VrI/AAAAAAAAAh4/nzM_l2l-llw/s1600-h/AN2-N224a-P248+TUP.png.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 177px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382565891235796658" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK3KPc-VrI/AAAAAAAAAh4/nzM_l2l-llw/s320/AN2-N224a-P248+TUP.png.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK2yCbVtlI/AAAAAAAAAhg/CtT9QdwKQXU/s1600-h/AN2-N255-P273.png.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382565475422418514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK2yCbVtlI/AAAAAAAAAhg/CtT9QdwKQXU/s320/AN2-N255-P273.png.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 194px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382565634596792466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK27TZd6JI/AAAAAAAAAho/MnEQ1Q-KE0M/s320/AN2-N224b-P249+TUP2.png.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK2gu743GI/AAAAAAAAAhQ/pSGuy_Ng6DU/s1600-h/AN2-N535-P443.png.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 165px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382565178132454498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK2gu743GI/AAAAAAAAAhQ/pSGuy_Ng6DU/s320/AN2-N535-P443.png.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-4377902307526940737?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/4377902307526940737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=4377902307526940737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4377902307526940737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4377902307526940737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2009/09/tuna-universitaria-do-porto-anos-40-e.html' title='Tuna Universitária do Porto: Anos 40 e 50 na imprensa'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SrK68D1FaOI/AAAAAAAAAiI/mtDhZRBQSlk/s72-c/AN3-N215a-P166+Tuna.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-4025689286690387983</id><published>2009-07-09T23:39:00.000+01:00</published><updated>2009-07-23T23:27:55.378+01:00</updated><title type='text'>Os anos 60: Tuna do Orfeão Universitário do Porto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SldIv-MDZzI/AAAAAAAAAg4/_UsvXoJaOTI/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; FLOAT: left; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356830270765098802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SldIv-MDZzI/AAAAAAAAAg4/_UsvXoJaOTI/s320/6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1961 sob a direcção de Belarmino Soares adopta o nome de "&lt;em&gt;Tuna do Orfeão Universitário do Porto&lt;/em&gt;". Em 22 de Março de 1962 no Sarau comemorativo do 50º aniversário do O.U.P. a Tuna reune várias gerações no palco do Coliseu do Porto. Participa em variados espectáculos do O.U.P. e nas suas digressões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Edita em 1962 um E.P. com os temas "&lt;em&gt;Amores de Estudante&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Clavelitos&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Suite Académica&lt;/em&gt;". Alguns anos depois, sob a regência de Nelson Durão grava um segundo E.P., desta vez incluíndo "&lt;em&gt;O Nosso Encontro&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Adeus Corunha&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Miscelânea&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;No passado ano e a propósito das comemorações do 50º aniversário do Orfeão Académico do Porto e 25º do Orfeão Universitário, foi novamente recordado [Amores de Estudante]. Executado, durante o Sarau realizado no dia 22 de Março no Coliseu do Porto, por uma Tuna constituida por antigos e actuais elementos, constitui um dos mais altos momentos de saudosa evocação e comunhão de sentimentos entre antigos e actuais orfeonistas e tunos. De tal modo calou fundo o seu significado no coração dos actuais orfeonistas, que a Tuna do O.U.P. decidiu incluí-lo no seu reportório, durante as digressões que efectuou pela Galiza e pela Província de Angola. O acolhimento que o público concedeu foi de modo a ultrapassar as melhores previsões. Na maioria dos espectáculos foi a audição bisada e principalmente em Angola o êxito foi de tal ordem que os orfeonistas se viram assediados por pessoas interessadas em conhecerem a letra já que a música tinha ficado gravada no ouvido e no coração, e as emissoras de rádio das diferentes cidades, por onde passou o Orfeão eram solicitadas a incluir com frequência nos seus programas o Tango "Amores de Estudante", gravação do Sarau do O.U.P. ("Recordando" in&lt;/em&gt; Jornal do Orfeão 1963&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Suite Académica. Era manhã de terça-feira de Carnaval....em 1963.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque não tinha gozado a noite de Carnaval anterior, acordei fresco e inspirado. De tal modo que, mesmo em pijama e sem me barbear, me senti impulsionado para o pequeno harmónio de minha casa, de grade significado para mim pois nele aprendi a tocar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como num jacto, escrevi a Suite Académica, na forma final em que veio a ser apresentada, pois andou no meu subconsciente durante alguns dias, após o pedido de vários colegas para que perpetuasse numa obra as canções mais cantadas pela Academia na altura. A ultima canção da Suite Académica (Solelumeta) foi mesmo trazida da Angola (Fábrica da Cuca - Nova Lisboa), onde tivemos o gratíssimo prazer de ouvir um magnífico coro de indígenas cantar aquela canção e muitas outras do riquíssimo folclore angolano."&lt;/em&gt; (Belarmino Soares)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Contracapa do Cd "&lt;em&gt;Um Percurso&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-4025689286690387983?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/4025689286690387983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=4025689286690387983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4025689286690387983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4025689286690387983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2009/07/os-anos-60-tuna-do-orfeao-universitario.html' title='Os anos 60: Tuna do Orfeão Universitário do Porto'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SldIv-MDZzI/AAAAAAAAAg4/_UsvXoJaOTI/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-5604895155199692300</id><published>2009-04-27T23:19:00.000+01:00</published><updated>2009-04-27T23:47:57.257+01:00</updated><title type='text'>Os anos 30: Tuna Universitária do Porto</title><content type='html'>Em 1937, reorganizada pela acção de Tiago Ferreira e Paulo Pombo, toma a designação de Tuna Universitária do Porto, passando a admitir apenas alunos da Universidade do Porto. Sob a orientação do Maestro Afonso Valentim e direcção artística de Mário de Oliveira Delgado, actua numa récita de gala no Teatro Rivoli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participa em espectáculos em vários pontos do país e o reportório, para além do "&lt;em&gt;Hino Académico do Porto&lt;/em&gt;", é de cariz essencialmente clássico: "&lt;em&gt;Serenata de Bandolins&lt;/em&gt;" de Desormes, "&lt;em&gt;Marcha Turca das Ruínas de Atenas&lt;/em&gt;" de Beethoven e "&lt;em&gt;Serenata&lt;/em&gt;" de Shubert, etc...Aureliano da Fonseca e Paulo Pombo, Orfeonistas, Tunos e membros da famosa Orquestra Universitária de Tangos compõem "&lt;em&gt;Amores de Estudante&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Nosso Encontro&lt;/em&gt;". É nesta data que o Orfeão toma a sua designação actual, "Orfeão Universitário do Porto", e integra naípes femininos, uma inovação. Em 1942 a Tuna e o Grupo de Fados são oficialmente integrados no O.U.P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" &lt;em&gt;Concomitantemente, Tiago ferreira (estudante de Medicina) e Paulo Pombo (estudante de Engenharia) exaltaram a reorganização da Tuna Universitária, com os estudantes que das quatro faculdades sabiam tocar, pouco que fosse, qualquer instrumento musical. Em breve eramos 34, sendo 14 de Medicina, 13 de Engenharia, quatro de Ciências e 3 de Farmácia&lt;/em&gt; "(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O Tango-Canção [Amores de Estudante] foi pela primeira vez tocado no Teatro de Carlos Alberto no dia 2 de Janeiro de 1938. A terminar, com frenéticas palmas, o público exigiu repetição, que levantou a plateia. Desde então os "Amores de Estudante" não mais deixaram de ser tocados e cantados "(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...E no balanço entusiasmado das possibilidades instrumentais havia:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;violinos de arcada segura, flautas de bom sopro, violões de bordões firmes (e que também sabiam ler o pentagrama) e até fortuna suprema, uma harpa de boa escola. Deste modo a récita de Gala de 1937, no Teatro rivoli, sob a presidência do Ministro da Educação Nacional, Professor Carneiro Pacheco, com parte coral e parte instrumental, constituí um exito memorável! "(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A Tuna deu inúmeros recitais pelo país, tendo como complemento uma parte teatral dirigida pelo saudoso Atayde de Perry. Manteve-se na porfia do seu sonho defazer Música Instrumental de Beethoven, de Shubert, de Brahms. E auxiliou até, monetáriamente, alunos pobres da universidade "(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Os Antigos Tunos de cursos e formações diferentes jamais perderam o contacto uns com os outros e com a Casa onde se formaram, tornada lar de constante retorno. Sob a égide do Reitor que se seguiu, o Professor Doutor Amândio Tavares - que aceitou o título de Tuno Honorário - os antigos componentes passaram a reunir-se periodicamente, vindos de longe ou de perto. E no ano de 1961, numa dessas reuniões, os antigos Tunos colaboraram até com o Orfeão Universitário, no palco do Coliseu, numa festa de confraternização do mais alto significado".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Contra-Capa do CD "&lt;em&gt;Um Percurso&lt;/em&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-5604895155199692300?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/5604895155199692300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=5604895155199692300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/5604895155199692300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/5604895155199692300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2009/04/os-anos-30-tuna-universitaria-do-porto.html' title='Os anos 30: Tuna Universitária do Porto'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-4494799861956394287</id><published>2009-01-29T21:28:00.001Z</published><updated>2009-01-29T21:56:08.458Z</updated><title type='text'>A Tuna Académica do Porto: Anos 20</title><content type='html'>Na década de 20 assume a regência Modesto Osório. A Tuna e o Orfeão aglutinam-se sob o nome "Tuna e Orfeão Académico do Porto". Desloca-se à Galiza por diversas vezes, Valladolid, Saragoça, Tarragona, Barcelona, Salamanca e Madrid, onde é recebida por El-Rei de Espanha em 14 de Maio de 1922. Datam desta época as composições de Modesto Osório: "Adeus Corunha", "Porto-Madrid", " A Tua Serenata" e "Alma Portuguesa". Em 1928 sob a direcção musical de Manuel João Alves desloca-se à Madeira e aos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A Embaixada da Academia Portuense que chegou a Madrid no dia 14 de Maio de 1922 era esperada pelas autoridades, Ministro de Portugal (Melo Barreto), Consul Geral de Portugal (D. António Solalind), representantes da Universidade Central, da Residência dos Estudantes do Ateneu, das associações dos estudantes, do grupo "Amigos de Portugal" e enorme multidão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recebida em audiência no Paço, afirmou-lhe el Rei que o povo espanhol, e ele próprio, tinham o maior carinho para com a nação irmã e vizinha. A embaixada académica servia, assim, a fins diplomáticos...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As duas primeiras récitas deram-se a 15 e 16 no Teatro Espanhol, com casas cheias e êxito clamoroso. Os estudantes tinham levado luxuosos programas elucidativos, em papel couché, colaborados por Teixeira de Pascoaes, Julio Brandão e Ezequiel de Campos. Terminaram os espectáculos com vivas a Espanha e Portugal."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Num desses dias, a Tuna e o Orfeão resolveram dar uma récita ao ar livre no maravilhoso Jardim del Retiro (Madrid, 1922). No final a bilheteira acusava uma receita de muitos milhares de pesetas. Entre nós deliberamos por unanimidade que esse dinheiro fosse entregue aos governantes da cidade para os seus pobres e assim fizemos. O contentamento provocado por esse gesto exteriorizou-se de forma tal que alguns componentes deste grupo musical tiveram de andar acompanhados para que não os raptassem!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Nos primeiros dias de Dezembro daquele ano de 1922, vêm ao Norte, com o propósito de receberem as homenagens das populações, os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral. No Porto são recebidos festivamente e em 4 organiza o Orfeão Académico um espectáculo em sua honra no Teatro de S. João."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" A recepção no Ferrol (Espanha, 1928), foi estrondosa. A Madrinha, menina de grandes dotes fisicos, materiais e espirituais, apresentou-nos um requintado copo-de-água , todo composto por doces e vinhos dos mais caros. Porém, tão grande gentileza não pôde ser totalmente apreciada por nós porque havia 24 horas que não comíamos coisa "de ir ao lume", como é hábito dizer-se e aqueles doces, embora muito delicados, não eram de molde a satisfazer o nosso apetite. Por essa razão e também para não darmos a conhecer o desconsolo em que os nossos estomagos se encontravam, deixamos na mesa muito do que nos era oferecido e brindamos os donos da casa com algumas canções e fados..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Contra-Capa do CD "Um Percurso"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-4494799861956394287?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/4494799861956394287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=4494799861956394287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4494799861956394287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/4494799861956394287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2009/01/tuna-academica-do-porto-anos-20.html' title='A Tuna Académica do Porto: Anos 20'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-7358168524696176967</id><published>2008-11-24T21:45:00.000Z</published><updated>2008-11-26T20:57:21.629Z</updated><title type='text'>1913: A Tuna Académica do Porto no jornal " Porto Académico "</title><content type='html'>" &lt;em&gt;Em Vila Pouca o baile foi no salão da Câmara. As mais lindas raparigas da terra lá vieram trazer-nos os seus sorrisos e a sua graça. E à sua beleza e à suas cativantes maneiras ficaram presos os nossos olhos e gratos os nossos corações de eternos apaixonados.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De madrugada, extenuados, já com duas noites seguidas à vela, o corpo pedia-nos repouso e forçoso se tornou procurarmos uma cama para descansar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E só conseguimos uma, para quatro ou cinco, onde ficamos como a sardinha na canastra. Ao outro dia, 3 de Junho, logo depois do almoço tomamos o comboio de regresso ao Porto. E coo devido às curvas e contra-curvas do Caminho de Ferro do Vale do Corgo, o balanço do comboio nos dava a impressão de que navegavamos em pleno mar alto, encapelado, a maior parte da "malta" deitou a carga ao mar. Mas eu resisti como um "valente". Eu...e poucos mais. Tinhamo-nos sentado nos degraus da plataforma da carruagem, contemplando o Corgo e o Marão, e a frescura da aragem livrou-nos do desastre....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...de outra vez fomos de longada até Ovar, terra natal do nosso saudoso regente, estudante como nós, Marcos António da Silva Matos. Muito antes da hora do comboio quási todos estavam já a postos na Estação de S. Bento. E, caso curioso, entre os executantes apareceu um rapaz todo vivo, capa e batina, violão engalanado de fitas berrantes, mas que quási ninguém conhecia, porque nunca fora visto nos ensaios. Ora o regente tinha declarado terminantemente que não iriam na excursão todos aqueles que faltassem a um certo número de ensaios. E aquele "adventício" que nunca lá tinha posto os pés, estava, portanto, condenado a ficar em terra, o que lhe foi comunicado. Mas na estação e nas redondezas fez, porém, tais peripécias, com tanta graça e espírito, e tinha ele uma chalaça e um cómico tão irresistiveis, que a Tuna em peso foi pedir ao Regente para o deixar seguir. E foi. Era, o que depois ficamos todos a conhecer, o grande "camaradão" Bordalo de Figueira de Castelo Rodrigo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E em Ovar a sua graça continuou a expandir-se. É certo que não tocou no espectáculo. Mas ele não foi lá para isso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Contra-capa do CD "&lt;em&gt;Um Percurso&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-7358168524696176967?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/7358168524696176967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=7358168524696176967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/7358168524696176967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/7358168524696176967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2008/11/1913-tuna-acadmica-do-porto-no-jornal.html' title='1913: A Tuna Académica do Porto no jornal &quot; Porto Académico &quot;'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-6147335314016154071</id><published>2008-07-29T21:33:00.000+01:00</published><updated>2008-07-29T21:37:44.861+01:00</updated><title type='text'>A Serenata na Academia do Porto</title><content type='html'>Na cidade do Porto foi hábito frequente realizar serenatas ao longo da segunda metade do século XIX. Guitarristas, cantores, grupos amadores, animavam as ruas do burgo na época estival, com incursões às praias de Espinho, Granja, Leça da Palmeira, Apúlia, e termas das Caldas de Vizela e Pedras Salgadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando em 7 de Dezembro de 1888 a Estudantina de Coimbra (Tuna) se deslocou ao Palácio de Cristal, uma banda de amadores locais brindou os tunos com uma serenata junto ao Hotel Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guitarrista, cantor e compositor Reinaldo Varela, nascido em Ponte de Lima no ano de 1867, domiciliou-se na cidade do Porto por volta de 1883, na qualidade de professor de instrumentos de corda, guitarrista e cantor. Aí viveu até cerca de 1900, altura em que passou a residir em Lisboa. Bem relacionado, presença assídua nas praias, termas, teatros e salões, Varela recordava ao periódico “&lt;em&gt;A Canção de Portugal: O Fado&lt;/em&gt;”, nº 12, de 18 de Junho de 1916, que nas décadas de 1880 e 1890 se realizavam no Porto “serenatas afamadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César das Neves, professor de música no Liceu da Ordem do Carmo, autor de um método de guitarra e recolector do “&lt;em&gt;Cancioneiro de Músicas Populares&lt;/em&gt;” (1893-1895-1898), publicou em 1902 um “&lt;em&gt;Compêndio de Musica, solfejo e canto coral para alunos de ambos os sexos&lt;/em&gt;” (Porto, Livraria Portuense de Lopes &amp;amp; Companhia, 1902), onde transcreve canções da sua própria autoria destinadas a serenatas (&lt;em&gt;Canção Fluvial, Pôr do Sol, Crepúsculo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre finais do século XIX (década de 1890) e a década de 1920, a casa portuense "Eduardo da Fonseca. Armazem de musica, pianos e outros instrumentos", sita na Praça de Carlos Alberto, nº 8, lançou no mercados profusas edições de partituras em folheto volante e em brochuras de 12 peças impressas. Estas edições podiam ser compradas localmente ou encomendadas através de cobrança postal, servindo clientelas do Porto, Coimbra, Lisboa, tunas rurais e urbanas, serenateiros, professores de música, orquestras ligeiras activa em casinos, ensaiadores provinciais de teatro amador e ambulante, filarmónicas e serões familiares ao piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 1ª série destaquemos a versão primitiva do "Fado Serenata do Hylario" (Ouvi dizer ao luar). Na 2ª série encontramos o "Fado das Três Horas" (Murmura, rio, murmura), e o "Fado Boémio" (Guitarra, minha guitarra) de Varela.  A 3ª série integrava "Canção d'Amor" (Já cantam os trovadores), "Fado Monte Estoril" , "Fado Apuliense", "Fado Novo de Coimbra", "Pallidas Madrugadas", e "Fado de Braga". Este tipo de brochuras estava no auge da moda, oferecendo à clientela um repertório eclético constituído por fados tipo Lisboa, temas no estilo da Canção de Coimbra e raríssimas canções populares. Na verdade, o título, em letras garrafais, apostava na publicidade enganosa ao anunciar "12 cantos populares". As melodias vendidas por Eduardo da Fonseca não eram recolhas folclóricas, mas sim repertório eclético urbano de autor, expressamente produzido para consumo urbano, formatado e tornado acessível através da harmonização para piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se alguns autores tinham ficado anónimos, outros eram bem conhecidos do grande público como um Augusto Hilário, um Reynaldo Varela ou um Manassés de Lacerda. A prática da guitarra e dos temas de serenata conheceu nova vaga com a fundação da Universidade do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela década de 1920 mantinham-se activos diversos nomes, entre eles Luís Eloy da Silva e a formação do cantor Carlos Leal (com discos gravados). Por 1936/1937 actuava regularmente no Porto um grupo musical (Os Samedo), de cujo repertório faziam parte “Rendilheiras de Vila do Conde” e “À Meia Noite ao Luar”. O último espécime foi trazido para Coimbra por estudantes portuenses, por volta de 1937, e ali aclimatado localmente pelo cantor Manuel Simões Julião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-6147335314016154071?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/6147335314016154071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=6147335314016154071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/6147335314016154071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/6147335314016154071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2008/07/serenata-na-academia-do-porto.html' title='A Serenata na Academia do Porto'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-7288817571886624582</id><published>2008-07-02T23:58:00.000+01:00</published><updated>2008-07-03T01:36:34.866+01:00</updated><title type='text'>A Tuna Académica do Porto entre 1864 e 1909</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_X47dvW0dqo4/SGwJ5txRe7I/AAAAAAAAANo/7WXeNkDe23I/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218556955359017906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X47dvW0dqo4/SGwJ5txRe7I/AAAAAAAAANo/7WXeNkDe23I/s320/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Datam de &lt;strong&gt;1864&lt;/strong&gt; as primeiras notícias de um agrupamento deste género no Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em&lt;strong&gt; 1890&lt;/strong&gt; a Tuna Académica do Porto, sob a direcção de Raul Laroze Rocha, apresenta-se em Salamanca e Madrid. Mais tarde, no Carnaval de &lt;strong&gt;1897&lt;/strong&gt;, realiza nova digressão a Espanha, apresentando-se em Santiago de Compostela, sob a regência de Carlos Quilez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;1899&lt;/strong&gt;, participa nas comemorações do primeiro centenário do nascimento de Almeida Garrett, sob direcção de Henrique Carneiro. Passado um ano, em Janeiro de &lt;strong&gt;1900&lt;/strong&gt;, a Tuna instala-se na rua dos fogueteiros e da regência encarregam-se, sucessivamente, os maestros Sousa Morais e Costa Carregal. Apresenta-se em Março, perante a Academia do Porto, e efectua vários recitais em Lisboa. Em &lt;strong&gt;1902&lt;/strong&gt; visita a Galiza, onde mais tarde tornará, em &lt;strong&gt;1909&lt;/strong&gt;, já sob a direcção de Prazeres Rodrigues. Entretanto é criado a 6 de Março de 1912 o "Orpheon Académico do Porto". Em &lt;strong&gt;1913&lt;/strong&gt; a regência passa para Marcos António da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 6 de Fevereiro de &lt;strong&gt;1881&lt;/strong&gt; é interpretado pela 1ª vez o "&lt;em&gt;Hino Académico do Porto&lt;/em&gt;" do Dr. Aires Borges. Em &lt;strong&gt;1909&lt;/strong&gt; sob a direcção de Prazeres, desloca-se à Galiza - a que se reporta a &lt;strong&gt;foto acima&lt;/strong&gt;, datada desse ano e dessa mesma digressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em carta enviada ao O.U.P. a 10 de Julho de 1959, por José Dórdio Rebocho Paes e publicada no jornal do Orfeão seguem as seguintes palavras e sobre essa mesma digressão à Galiza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Em 1891 havia aí no Porto três grupos musicais. O mais importante era a Tuna Académica de que eu fazia parte. O seu reportório não era muito vasto e cantava a "Gioconda", "Entreacto de Carmen", " Serenata de Gounod", "Serenata de Bandolim", etc etc. Fizeram-se grandes excursões a Braga, Viana do Castelo, Aveiro e Ílhavo. Deram-se vários concertos no Teatro Principe Real [1] tendo colaborado num destes Guerra Junqueiro, recitando versos seus no Palácio de Cristal, em matinée.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...em 1890 fez-se uma excursão a Salamanca e Madrid, que foi acompanhada por vários estudantes adidos de Lisboa e Coimbra. Tocamvam-se os dois hinos, o português e o espanhol e dois ou três pasacalles. A Viagem foi triunfal principalmente em Salamanca, o Teatro Eslava foi entusiaticamente aplaudido. Em Madrid não fomos tão bem recebidos pois e dizia que iamos lá por motivos politicos. No entanto houve reunião no Anfiteatro da Faculdade de Medicina, onde se discursou com entusiasmo e no hotel onde nos instalamos fomos cumprimentados por Salmeron [2].&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Visitamos todas as faculdades, o Museu do Prado e houve um beberete "en honor de los estudiantes portugueses". Foi-nos oferecido pelo Dr. Esquizinho, neurologista distinto, um almoço no seu manicómio em Carabanchel, próximo de Madrid, correndo entusiásticamente."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. da Costa refere no Jornal &lt;em&gt;Porto Académico&lt;/em&gt; no artigo "&lt;em&gt;Dos tempos que já lá vão&lt;/em&gt;" e sobre a digressão de 1909:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Marcado o dia da largada, na hora da partida lá estavam todos na Estação de São Bento com os instrumentos, a bandeira da Tuna tufada de fitas cujo colorido era um grito de alegria no meio das Capas Negras daquela embaixada de aventura e da mais ridente gaia Lusitana. A viagem foi farta em peripécias e anedotas cheias de graça. Quando atravessamos a fronteira mais nenhum de nós falou português e a língua de Cervantes era "esfaqueada" a propósito de tudo e de nada [3]. Quando chegamos a S. Tiago de Compostela toda a cidade académica estava à nossa espera na estação e as saudações redobravam de entusiasmo, a que nós correspondiamos com todo o calor e vibração da alma portuguesa que levava à Galiza amiga o abraço generoso da gente de Portugal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Tuna formou a custo sob a regência do Prazeres e ao som dos acordes do Hino Académico rompeu a marcha pelas calles de Compostela entre vivas, palmas e flores a caminho do Ayuntamiento para cumprimentos ao Alcaide. Durante o percurso, das janelas e das varandas, as flores caíam sobre a Tuna, abriam-se sorrisos em bocas frescas das mulheres de Espanha; cobriam.se olhares de curiosidade e de ternura que faziam vibrar, sob as nossas Capas Negras, as nossas almas juvenis."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;[1] Actualmente Teatro Sá da Bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Nicolás Salmerón Alonso foi Presidente da então Republica Espanhola, em 1873.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Curioso como nada se altera hoje em dia e olhando para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: Contracapa do CD "&lt;em&gt;Um Percurso&lt;/em&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-7288817571886624582?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/7288817571886624582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=7288817571886624582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/7288817571886624582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/7288817571886624582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2008/07/tuna-acadmica-do-porto.html' title='A Tuna Académica do Porto entre 1864 e 1909'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_X47dvW0dqo4/SGwJ5txRe7I/AAAAAAAAANo/7WXeNkDe23I/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-2621357111993209905</id><published>2008-05-14T15:47:00.000+01:00</published><updated>2008-09-10T16:10:20.551+01:00</updated><title type='text'>A Tuna no Porto entre 1890 e 1910</title><content type='html'>É defensável que foi nos anos &lt;strong&gt;80 do século XIX&lt;/strong&gt; que surgiu, de facto, a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Academia do Porto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já existiam antes nesta cidade estudantes do que pode chamar-se ensino superior, pelo menos desde a fundação da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Real Academia de Marinha e Comércio em 1803&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Há mesmo referências desde os meados do século a pensões de estudantes, a cafés ou outros locais frequentados por estudantes, o que indicia que eles já seriam, como seria de esperar, um (sub)grupo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80 os académicos portuenses têm iniciativas que mostram uma assunção da ideia de Academia do Porto: o&lt;strong&gt; Hino Académico do Porto&lt;/strong&gt;, com letra de José Leite de Vasconcelos e música de Aires Borges, que parece ter sido estreado em 1881; a &lt;strong&gt;Tuna Académica do Porto &lt;/strong&gt;; a própria Capa e Batina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resulta mais ou menos pacífica a noção de que a 1ª viagem de uma Tuna portuguesa, no caso a Espanha, foi realizada pela Tuna Académica do Porto, sob a direcção então de Raúl Laroze Rocha, que teve por destino Salamanca e Madrid, no ano de &lt;strong&gt;1890 &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;e não em 1891 como é erroneamente dito em alguns quadrantes&lt;/em&gt;). Note-se que o ambiente vivido então na Academia do Porto, à época, correspondia a um fulgor sem par e sob aquela que ficou conhecida como a &lt;strong&gt;Geração do Ultimatum&lt;/strong&gt;, conforme se pode atestar pelo texto abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A Academia do meu tempo era convicta e entusiasticamente republicana, sob o impulso duma fé ardente nos destinos gloriosos da Pátria, mas a sua intervenção, mais teórica do que prática, mais de reacção do que de acção, era essencialmente doutrinária e evolutiva. [...]Estava eu no meu 2º ano médico quando se desencadeou, em 1889, o chamado movimento do Ultimatum que nascido gloriosamente na Academia do Porto rápido alastrou pelas demais Academias, numa onda de brio, de exaltação e de redenção.&lt;/em&gt;" (fim de citação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se aqui de uma referência à Liga Patriótica do Norte, segundo Rui Ramos "&lt;em&gt;uma mistura de estudantes das escolas superiores do Porto, todos muito extremistas, de jornalistas republicanos e de muitas notabilidades locais do Partido Progressista&lt;/em&gt;". A Liga era uma das manifestações de revolta contra a cedência do governo português ao célebre &lt;strong&gt;ultimato britânico sobre o "Mapa Cor-de-rosa".&lt;/strong&gt; Inicialmente dirigida por Reis Santos, Antero de Quental foi rapidamente eleito seu presidente. [ Cf. Rui Ramos, A Segunda Fundação (1890-1926) (6.º volume de José Mattoso (dir.), História de Portugal), s.l., Círculo de Leitores, 1994, págs. 43, 182, 301.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesta época que nasceu de facto - embora careça de estudo mais aturado - a noção de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Academia do Porto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Curiosamente é neste frenesim patriótico em que vivia a Academia que surgem provas inequívocas da participação tunante e estudantil no movimento anti-Ultimatum como atesta a capa da pauta do pasacalle “&lt;em&gt;Amor da Pátria&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;Brinde aos Académicos do Porto&lt;/em&gt;” (referência ao movimento do Ultimatum), de Eduardo da Fonseca, que apresenta um desenho com vários estudantes de Capa e Batina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal de Salamanca "&lt;em&gt;El Adelanto&lt;/em&gt;" recebeu a 2 de Abril de 1890 o seguinte telegrama oriundo do Porto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Cien delegados academia portuguesa llegan á Salamanca el siete Abril y van tratar federación escolar de la península. Los miembros del Directorio de la Federación Académica portuguesa&lt;/em&gt;, Silvestre Falcao, Hyginio Sousa - Reis Santos. »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como ven nuestros lectores por el telegrama anterior, es ya oficial la noticia de la visita que nos harán los estudiantes portugueses. Esperamos que Salamanca, observe en este acto la conducta que aconseja nuestra hidalguía y la reciprocidad, en los obsequios que los estudiantes españoles han recibido en Portugal. Creemos que todos los elementos de Salamanca y la masa del pueblo en general saludarán con el afecto que se merecen nuestros vecinos. En ello no está solo interesado el cuerpo escolar, sino España entera&lt;/em&gt; (...) " (fim de citação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Jornal informa a 5 de abril de 1890 , na página dois do mesmo que " &lt;em&gt;Esta tarde á las dos y media, se reunirán en la cátedra de Fray Luis de León de esta Universidad, los estudiantes de las distintas facultades é instituto, con el fin de acordar los detalles del recibimiento, que han de hacer á sus compañeros los estudiantes de Portugal&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O periódico " El Fomento" informa, por sua vez, a 7 de abril de 1890 na 1ª página e página dois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Los estudiantes portugueses han anunciado su visita á los españoles en el siguiente mensaje&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Camaradas: Después del insulto lanzado por Inglaterra á la faz del honrado Portugal, los estudiantes portugueses, alzados en un movimiento de patriótica protesta, recibieron de sus colegas de Europa las más gratas pruebas de adhesión y simpatía. Entre todos, se distinguieron como siempre, por la espontaneidad conque nos brindaron su concurso, los hijos de la hidalga España, algunos de los cuales, trasponiendo la frontera, vinieron á traernos un abrazo fraternal y á confirmarnos su solidaridad cariñosa. Desde entonces fué constante deseo para los estudiantes de Oporto el manifestar su gratitud á los caballerescos colegas españoles; pero ocupados en los trabajos de la federación académica portuguesa, no han podido hasta ahora determinar y anunciar su visita á las Universidades de Salamanca y Madrid. El numeroso grupo que se dispone á estrechar todo lo posible las ya cordiales relaciones entre los universitarios de la Península sale el lúnes 7 de este mes para Salamanca, de donde pasará á Madrid tras una corta demora. Contando de antemano con vuestra adhesión, os pedimos que presteis apoyo á la comisión de la estudiantina que llegará á Madrid el día 9 por la mañana. El presidente de la comisión de propaganda de La Academia de Oporto.- Jerónimo Moreira.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Anoche presenciamos en el teatro del Liceo el espectáculo más hermoso que podíamos imaginar. Se deslizaba la función tranquilamente, y sin un aviso que lo anunciará, presentóse en la sala la comisión que precede á los estudiantes portugueses, y expontáneamente, con el mayor entusiasmo, el numeroso público se levantó y saludó con ardorosos vivas á la juventud portuguesa. La representación se suspendió, pero el espectáculo resultó más brillante. Los estudiantes portugueses, presentados por el señor Huebra, aparecieron en un palco, y desde allí dirigieron la palabra al público, produciendo delirante entusiasmo, que se manifestaba con vítores á Portugal, á España y á la federación ibérica. Después continuó la función saliendo el público vivamente impresionado, que en su mayor parte acompañó á los estudiantes hasta la Fonda del Comercio&lt;/em&gt;." (fim de citação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, no Carnaval de &lt;strong&gt;1897&lt;/strong&gt;, realiza nova digressão a Espanha, apresentando-se em Santiago de Compostela, sob a regência de Carlos Quilez. Em &lt;strong&gt;1898&lt;/strong&gt; esteve a Estudantina Académica do Porto em Salamanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;1899&lt;/strong&gt;, participa nas comemorações do primeiro centenário do nascimento de Almeida Garrett, sob direcção de Henrique Carneiro. Passado um ano, em Janeiro de 1900, a Tuna instala-se na rua dos fogueteiros e da regência encarregam-se, sucessivamente, os maestros Sousa Morais e Costa Carregal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresenta-se em Março, perante a Academia do Porto, e efectua vários recitais em Lisboa. Em &lt;strong&gt;1902&lt;/strong&gt; visita a Galiza, onde mais tarde tornará, em &lt;strong&gt;1909&lt;/strong&gt;, já sob a direcção de Prazeres Rodrigues.&lt;br /&gt;Faziam parte do reportório, entre outros, a "&lt;em&gt;Serenata de Gounod&lt;/em&gt;", A &lt;em&gt;Gioconda&lt;/em&gt; e Entreacto da "C&lt;em&gt;armen&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;1905&lt;/strong&gt; a Tuna Escolar do Porto realizou nova viagem com o intuito de através dos seus concertos recolher fundos com vista à criação de uma biblioteca para estudantes pobres, voltando a repetir a digressão com o mesmo intuito em &lt;strong&gt;1908&lt;/strong&gt;. No decurso desta visita deram-se algumas altercações motivadas pela falta de liquidez na hora de pagar um carro e por uma divida deixada num hotel da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Roberto Martinez del Rio&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/portoacademico/"&gt;http://www.geocities.com/portoacademico/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oup.pt/"&gt;http://www.oup.pt/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-2621357111993209905?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/2621357111993209905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=2621357111993209905' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/2621357111993209905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/2621357111993209905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2008/05/tuna-no-porto-entre-1890-e-1910.html' title='A Tuna no Porto entre 1890 e 1910'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-6171634369409884183</id><published>2008-04-16T20:48:00.001+01:00</published><updated>2008-05-14T17:10:07.556+01:00</updated><title type='text'>Sobre o Traje Académico na Academia do Porto</title><content type='html'>Retirado do fantástico site &lt;a href="http://www.geocities.com/portoacademico/"&gt;http://www.geocities.com/portoacademico/&lt;/a&gt; segue-se uma resenha histórica que mais do que a abordagem ao Traje, passa por dados históricos importantes e devidamente comprovados sobre a própria Academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;O governo saído da Revolução de Setembro de 1836, através do seu Ministro do Reino, Manuel da Silva Passos (Passos Manuel), procedeu a uma das mais profundas reformas na história do ensino em Portugal. Deve-se a essas reformas a multiplicação das "academias" no nosso país na segunda metade do século XIX&lt;/em&gt;. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, foi Passos Manuel quem criou, em 1836/37, a Academia Politécnica do Porto, a Escola Politécnica de Lisboa, as Escolas Médico-Cirúrgicas do Porto e Lisboa, as Academias de Belas-Artes destas cidades e (pelo menos "no papel") os liceus, nas capitais de distrito. Estas escolas, à excepção dos liceus, baseavam-se em pequenas escolas já existentes. Mas foram estas reformas que, para além de ampliarem o âmbito dos seus estudos, permitiram o aumento do número dos seus alunos, o que levou ao aparecimento de comunidades académicas (i.e., academias) em Lisboa e Porto. Os liceus, por outro lado, foram sendo instituídos na prática muito lentamente, mas cada novo liceu, fora de Lisboa, Porto e Coimbra, trazia uma nova população estudantil numa nova cidade, i.e., &lt;strong&gt;uma nova academia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em diferentes momentos até à I República estas novas academias foram adoptando diversas tradições associadas à Universidade de Coimbra, nomeadamente a Capa e Batina. Já se tentou explicar isto pelo seguinte facto: até 1880 o Liceu de Coimbra esteve dependente da Universidade e consequentemente os seus alunos eram obrigados a usar Capa e Batina. Assim, o Liceu de Coimbra teria influenciado os outros liceus no traje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta teoria não explica o caso do Porto, em que parecem ter sido as escolas superiores a começar a usar a Capa e Batina. É mais verosímil que a influência tenha vindo directamente da Universidade de Coimbra, da imagem romântica e algo mítica do estudante de Coimbra, que os estudantes do resto do país admirariam e na qual quereriam participar. No caso do Porto (e no de Lisboa) existiria possivelmente mais uma motivação: as escolas superiores de Lisboa e do Porto eram, à partida, inferiores à Universidade, pelo simples facto de não serem universitárias (principalmente as do Porto, longe do Terreiro do Paço). E isto apesar de o seu ensino não ser de tipo essencialmente diferente do universitário. As Escolas Médico-Cirúrgicas eram, aliás, concorrentes directas da Faculdade de Medicina de Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, em Novembro de 1858, os estudantes da Academia Politécnica pedem ao governo para usar Capa e Batina, tal como os seus colegas da Universidade de Coimbra. Será talvez pertinente notar que por essa altura a Academia Politécnica começava a sair dum período de intensos ataques por parte do poder central, em que se chegou a propôr a sua extinção, e ainda em 1863 se propunha uma reforma pela qual na prática se tornaria uma escola de Engenharia de Minas (e nada mais!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consta, no entanto, que o Governo tenha aceite o pedido, ou que algum estudante da Politécnica tenha usado a Capa e Batina nesta altura.&lt;br /&gt;A primazia caberia a um grupo de estudantes da Escola Médico-Cirúrgica, 30 anos mais tarde. Uma outra geração. Mas que geração? Sem dúvida uma geração bastante activa a nível académico e a nível político. A &lt;strong&gt;&lt;em&gt;geração do Ultimatum&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até que ponto se impôs a Capa e Batina no Porto, no período até aos primeiros anos da República? É difícil dizer. Não há grande informação escrita que caracterize o seu uso nesta altura. Há algumas indicações de uso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A capa da pauta do pasacalle “Amor da Pátria”, “Brinde aos Académicos do Porto” (referência ao movimento do Ultimatum), de Eduardo da Fonseca, apresenta um desenho com vários estudantes, de Capa e Batina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1891 a quintanista de Medicina Maria Paes Moreira aparece numa fotografia de final de curso com um vestido (aparentemente negro) e uma capa de estudante traçada "à tricana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1895 o Conselho Escolar da Academia Politécnica discute o pedido dos alunos das Escolas Superiores para ser decretado o uso obrigatório da capa e batina. O Conselho decide considerar o vestuário dos alunos indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há fotografias de turmas do Liceu em que todos os alunos aparecem de Capa e Batina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As fotografias da Tuna de 1897 e 1909 e um desenho de tunos (?) de 1902 mostram os tunos de Capa e Batina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pode concluir? Concerteza a adopção do simbolismo da Capa e Batina, com consequente uso por parte de organismos académicos como a Tuna; mas as fotografias dos finalistas da Médica parecem indicar pouco uso efectivo. De qualquer forma parece poder concluir-se sem grande perigo que a Capa e Batina era muito mais usada no Liceu do que na Médica. Quanto às outras escolas...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos aqui um parêntesis para notar que os estudantes que usavam nesta época a Capa e Batina no Porto acompanhavam as modificações que se faziam sentir em Coimbra . É notória a diferença entre o traje académico que se vê na &lt;a href="http://www.geocities.com/portoacademico/imagens/AmordaPatria.html"&gt;pauta do pasa-calle Amor da Pátria&lt;/a&gt; (em 1890) e aquele que os &lt;a href="http://www.geocities.com/portoacademico/imagens/Orfeao1912.html"&gt;orfeonistas &lt;/a&gt;adoptaram (em 1912). Quanto às imagens destes últimos, espelham bem a falta de "normalização" da Capa e Batina no início da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltanto à questão do maior ou menor uso da Capa e Batina, já vimos que no início da República se tinha atingido um ponto muito baixo. No entanto as condições iam-se modificando, de maneira a incentivar esse uso: em 1911 é fundada a Associação dos Estudantes do Porto, &lt;strong&gt;em&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;1912 o Orfeão Académico do Porto&lt;/strong&gt;. De uma maneira geral, a vida académica ia-se enriquecendo. Em Março de 1916:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Sem prévia consulta à Academia de Coimbra, os estudantes universitários do Porto resolveram, por maioria, usar capa e batina e uma fita na lapela, da cor da respectiva Faculdade&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o aumento do uso da Capa e Batina parece ter sido desencadeado por uma decisão da maioria dos estudantes da Universidade (em Assembleia Magna?), conjugada com a imposição aos caloiros do acatamento dessa decisão. Mas é claro que se não houvesse condições propícias esse aumento seria transitório e passado um ou dois anos (ou talvez um ou dois meses...) a Capa e Batina estaria outra vez esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que essas condições propícias existiam, e nos anos 20 já não eram invocadas nem a decisão de 1916 nem a "legislação muito bem inspirada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geração dos anos 20 foi a vários títulos excepcional, e essa década pode ser considerada a Idade de Ouro da Academia do Porto. Os estudantes da altura tinham consciência de um crescendo de actividade da Academia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;O uso da capa e batina que [...] tanto se tem vulgarizado entre nós é uma prova bem eloquente de que a nossa Academia procura ressurgir, elevar-se, e consegui-lo-á, disso estou plenamente convencido, exactamente porque para o conseguir emprega todo o entusiasmo, toda a vitalidade da sua alma moça. [Uma homenagem aos poveiros ...], a reorganização da Associação dos Estudantes [...], a criação deste jornal [Porto Académico...], &lt;strong&gt;a criação do Orfeon e Tuna [...], essa gloriosa jornada a Madrid&lt;/strong&gt; [...], a realização do próximo festival e cortejo carnavalesco, a celeuma que produziu determinada ceia oferecida aos representantes das academias que ultimamente nos visitaram, o grande interesse e discussão que têm despertado as próximas eleições da Associação [são] tantas outras provas da vitalidade da nossa Mocidade académica [...]. A Academia do Porto ressurge hoje daquela apatia para a qual a lançou esse tremendo conflito europeu que não poupou classes nem ideais.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, dois factos são certos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- fosse por iniciativa de uns poucos ou não, a Academia "mexia-se". Noutras épocas, ou esses poucos não existiram, ou a Academia não esteve disposta a segui-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- a generalidade dos estudantes tinha a noção, certa ou errada, de viver um momento alto na Academia. Muitos textos posteriores desses estudantes, de recordações, nos dão conta desse facto. Claro que essas recordações costumam ser exageradas. Todos dizem "bons tempos, aqueles!". Mas as da década de 20 são em maior quantidade e mais entusiastas que as de qualquer outra época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso intensivo da Capa e batina está intimamente associado a este apogeu da Academia do Porto. Assim, o dr. Amândio Marques podia dizer "todos nós usávamos capa e batina" ou (mais à frente no mesmo texto) "eu sempre de capa e batina - nunca conheci outro traje", e o jornal Porto Académico podia usar e abusar de expressões como "capas negras românticas", referindo-se tão somente aos estudantes do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complementando agora (pois já é possível) com testemunhos orais de contemporâneos, podemos citar o Dr. Serafim Oliveira (estudante da Faculdade de Ciências entre 1927 e 1932, tio-avô do autor), segundo o qual no seu tempo não "íamos a nenhum acto da Faculdade sem ser de Capa e Batina"; ou Fernando Lencart (aluno do Liceu Alexandre Herculano por volta de 1930) que diz que nesse liceu "havia poucos estudantes à futrica"; ou a família do dr. António Correia de Melo (nascido em 1913, também tio-avô do autor) segundo a qual este começou a usar Capa e Batina aos 15 anos (no Liceu Alexandre Herculano), todos os dias, porque os pais não tinham grandes possibilidades financeiras e a Capa e Batina representava uma economia substancial, usando diariamente a mesma roupa sem fazer má figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos imaginar o académico do Porto desta época usando por norma o Traje Académico. Ao simbolismo da Capa e Batina, que há muito se tinha importado de Coimbra, vem juntar-se um uso efectivo, quotidiano, o que torna a Capa e Batina identificativa também do estudante portuense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desses "gloriosos" anos 20, vieram uns anos 30 de nítido recuo na vivência académica portuense. Diversas razões contribuíram para isso: em 1928 a Faculdade de Letras (politicamente indesejável) é extinta pelo governo da Ditadura (continuaria a funcionar até 1932 só para permitir aos alunos inscritos que terminassem os seus cursos); &lt;strong&gt;o Orfeão e a Tuna desaparecem em 1930&lt;/strong&gt;, no rescaldo de sérios confrontos entre estudantes e a polícia, de que resultou a morte de um académico; o Porto Académico deixa de se publicar também nesse ano de 1930; a Associação Académica é extinta por despacho ministerial de 24 de Novembro de 1932. Os organismos que tinham sido os grande bastiões da vida académica, e até uma das cinco faculdades da Universidade, desapareciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Porto Académico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-6171634369409884183?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/6171634369409884183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=6171634369409884183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/6171634369409884183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/6171634369409884183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2008/04/sobre-o-traje-acadmico-na-academia-do.html' title='Sobre o Traje Académico na Academia do Porto'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6411573666295761210.post-7983990709898370745</id><published>2008-03-23T22:12:00.001Z</published><updated>2008-03-23T23:06:10.097Z</updated><title type='text'>O Porquê deste retrato genético à Tuna da Academia do Porto</title><content type='html'>É este projecto algo que estava em carteira já há algum tempo, devo agora confessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem diz João Caramalho Domingues no seu site Porto Académico "&lt;em&gt;Um dos grandes defeitos das tradições académicas portuenses é a falta de memória." (&lt;/em&gt;fim citação&lt;em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;À falta de um repositório historicamente delineado, devidamente compilado num único local e resultado de inúmeras investigações feitas de há 16 anos a esta parte, resolvi aliar esse mesmo trabalho em razão da experiência &lt;em&gt;in loco,&lt;/em&gt; de forma a compilar os dados mais importantes e relevantes que contribuiram para a formação da noção Tuna universitária na Academia do Porto desde o surgimento do primeiro agrupamento, sua génese histórica e social, suas implicações a nivel da Academia, sua envolvente no panorama local e nacional, bem como internacional, entre outros pontos quentes que subsidiam o surgimento e ressurgimento mais recente do fenómeno Tuna universitária na cidade e na Academia do Porto, noção ultima esta em plena evolução principalmente no último quartel do Século XX e nesta 1ª década do XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É missão deste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; a exposição de factos históricos devidamente comprovados e que se encontram dispersos por vários locais, quer fisicos, quer internautas, quer em Portugal quer no estrangeiro, com o único propósito de manter e de forma inequívoca, um historial compliado de forma acessivel, comprovada e clara, despido de falsas noções ou erros basilares sobre a evolução deste fenómeno naquela que é seguramente a principal responsável pelo ressurgimento do fenómeno tunante em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tal contará este blog com a participação de ilustres pensadores da Academia e não só sobre este fenómeno, com particular destaque para aqueles que fizeram parte da evolução tida a seu tempo, bem como com o recurso de testemunhos devidamente documentados de ilustres pessoas que um dia contribuiram com a sua presença fisica e tunante em prol da Tuna Portuense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta da existência desse repositório histórico feito de forma ordenada, lógica e verdadeira fazia-se sentir há muito tempo a esta parte. Será este espaço um contributo com vista a eliminar da melhor forma possivel e acessivel a todos essa lacuna. Numa Academia que tem históricamente tanta vitalidade Tunante quer em quantidade quer em qualidade será fundamental nesta ocasião fomentar essa singularidade e colocá-la à disposição de todos: A informação de nada serve se retida num qualquer baú de memórias intemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Habemos Blog&lt;/em&gt;!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6411573666295761210-7983990709898370745?l=portuscaletunae.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/feeds/7983990709898370745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6411573666295761210&amp;postID=7983990709898370745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/7983990709898370745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6411573666295761210/posts/default/7983990709898370745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portuscaletunae.blogspot.com/2008/03/o-porqu-deste-retrato-gentico-tuna-da.html' title='O Porquê deste retrato genético à Tuna da Academia do Porto'/><author><name>As Minhas Aventuras na Tunolândia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_X47dvW0dqo4/SZycE_-fyGI/AAAAAAAAAeo/0cbf6MGOqZI/S220/bandolim_1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
